Menino de 1 ano morre após picada de aranha em Atibaia
O menino Arthur Matias de Souza, de 1 ano, foi enterrado nesta terça-feira (23), em Atibaia (SP), após morrer depois de, segundo a família, ser picado por uma aranha. A criança vivia com os pais em um sítio na região do bairro do Portão.
De acordo com os familiares, Arthur foi picado na tarde de segunda-feira (22). Após o incidente, ele foi levado para a Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro do Portão, que era a unidade mais próxima da residência.
Segundo a Prefeitura de Atibaia, uma enfermeira acompanhou a criança e os familiares diante da gravidade do quadro. A administração informou que a Santa Casa de Atibaia é referência para casos de acidentes com animais peçonhentos, mas, diante da condição clínica do menino e da necessidade de atendimento imediato, foi decidido encaminhá-lo para a UPA de Terra Preta, em Mairiporã.
A prefeitura afirmou que a decisão foi tomada para evitar uma demora maior no atendimento, considerando a possibilidade de que esperar pelo Samu ou realizar um deslocamento mais longo pudesse atrasar uma intervenção necessária.
O pai da criança, Marcondes Matias da Silva, contou que uma funcionária da unidade orientou a família a procurar a UPA de Terra Preta, por ser o serviço de urgência mais próximo. Segundo ele, Arthur morreu aproximadamente uma hora depois de dar entrada na unidade.
A declaração de óbito aponta edema de glote como causa da morte, uma condição que provoca inchaço na região da laringe e pode dificultar ou impedir a passagem de ar. A relação entre a picada e a causa da morte é objeto de investigação.
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo informou que o caso está sob investigação. O órgão também explicou que a distribuição dos soros antivenenos segue uma organização regional, levando em consideração os tipos de acidentes e as necessidades epidemiológicas de cada área.
A Prefeitura de Mairiporã informou que Arthur chegou à UPA de Terra Preta em estado grave e que três médicos realizaram os procedimentos possíveis para tentar reanimá-lo. Segundo a administração municipal, a definição dos tipos e das quantidades de soros antivenenos disponíveis é responsabilidade do Governo do Estado.
Após a morte, o pai questionou a estrutura de atendimento disponível para moradores de áreas rurais e defendeu a existência de unidades mais próximas e preparadas para ocorrências envolvendo animais peçonhentos.
Durante o velório e o sepultamento, familiares e amigos prestaram as últimas homenagens à criança. O avô de Arthur, Antônio Marco, falou sobre a convivência com o neto e relembrou o carinho que recebia do menino.
A Prefeitura de Atibaia lamentou a morte da criança e afirmou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos sobre o atendimento realizado.


