Candidatos estrangeiros querem Lula em suas campanhas
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser procurado por candidatos e lideranças políticas de outros países interessados em receber seu apoio nas próximas disputas eleitorais. Após vencer o segundo turno das eleições brasileiras, o petista ganhou destaque entre representantes de partidos de esquerda e de centro nos Estados Unidos e na Europa.
De acordo com informações divulgadas por integrantes de seu entorno, Lula recebeu solicitações para gravar vídeos de apoio a candidatos estrangeiros. Os pedidos foram encaminhados por meio de assessores e aliados políticos nos últimos dias.
A vitória de Lula no Brasil tem sido vista por lideranças internacionais como um contraponto ao avanço da direita e à influência política dos Estados Unidos em diferentes processos eleitorais.
Na Espanha e no México, representantes de partidos chegaram a reproduzir o gesto do “L”, símbolo utilizado durante a campanha petista. Nos Estados Unidos, candidatos do Partido Democrata que disputarão as eleições legislativas de meio de mandato também elogiaram o resultado brasileiro.
Outro nome envolvido nas articulações internacionais é o deputado federal André Janones (Rede-MG), que coordenou a estratégia digital da campanha de Lula no segundo turno. Ele também recebeu convites para colaborar em processos eleitorais na Europa.
Agenda internacional de Lula
O presidente tem viagens previstas para a Turquia e as Filipinas em novembro, quando deverá participar de encontros com autoridades internacionais.
Em dezembro, Lula também deverá viajar aos Estados Unidos para participar da reunião do G20, prevista para ocorrer na Flórida. A expectativa é de que o encontro abra espaço para uma primeira reunião com o presidente americano Donald Trump após a vitória do brasileiro nas eleições.
No cenário diplomático, o governo Lula pretende retomar as negociações para reduzir as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil antes do processo eleitoral.
A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é que a confirmação de um novo mandato de quatro anos poderá favorecer uma relação mais pragmática entre os dois governos, especialmente nas questões comerciais e econômicas.


