Atibaia e Bragança Paulista têm os aluguéis mais caros da Região Bragantina

16 de setembro de 2026

O crescimento populacional e a procura por qualidade de vida têm pressionado o mercado imobiliário da Região Bragantina, especialmente nos municípios de Atibaia e Bragança Paulista. As duas cidades concentram os valores mais altos de aluguel da região, enquanto municípios menores aparecem como alternativas para quem busca reduzir os gastos com moradia.

Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população da Região Bragantina cresceu 19,7% entre 2010 e 2022, ritmo superior ao registrado no país, que teve aumento de 6,5% no mesmo período.

Atibaia chegou a 158.640 habitantes, crescimento de 25,31% em relação ao levantamento anterior. Bragança Paulista, por sua vez, alcançou 176.811 moradores e manteve a posição de município mais populoso da região.

Esse avanço populacional é apontado como um dos fatores que aumentaram a procura por imóveis para locação. A demanda também é influenciada pela proximidade com a capital paulista, pela oferta de infraestrutura e pela expansão do trabalho remoto.

Segundo levantamentos citados na publicação, os aluguéis de imóveis comuns em Atibaia e Bragança Paulista ficam, em geral, entre R$ 1.800 e R$ 4 mil por mês. Nos condomínios e residenciais de alto padrão, os valores podem ser muito superiores.

Em Bragança Paulista, por exemplo, casas de luxo em residenciais exclusivos podem alcançar aluguéis entre R$ 10 mil e R$ 25 mil mensais. Em Atibaia, a forte presença de imóveis voltados ao turismo, condomínios e propriedades com áreas de lazer também contribui para a valorização do mercado.

Piracaia e Bom Jesus dos Perdões também registram pressão

O movimento de valorização não está restrito às duas maiores cidades da região. Piracaia também apresenta crescimento na procura por imóveis, principalmente por conta das áreas próximas às represas do Sistema Cantareira, que atraem pessoas interessadas em casas de campo e propriedades destinadas ao lazer.

De acordo com o Censo 2022, 32,9% dos moradores de Piracaia vivem em imóveis alugados. O percentual é superior à média registrada na cidade de São Paulo, de 31,1%.

Em Bom Jesus dos Perdões, a proporção é ainda maior: 39% da população vive em imóveis alugados. O índice supera significativamente a média nacional, de aproximadamente 20,2%.

A localização próxima ao eixo industrial da Rodovia Fernão Dias e a oferta limitada de imóveis próprios são apontadas como fatores que ajudam a explicar a elevada participação dos imóveis alugados no município.

Pinhalzinho e Pedra Bela aparecem como alternativas

Na outra ponta do mercado estão cidades menores e mais afastadas dos principais eixos rodoviários da região. Pinhalzinho, Pedra Bela, Vargem e Tuiuti são apontadas como alternativas para quem procura valores mais baixos de aluguel.

Em Pinhalzinho, por exemplo, casas residenciais de dois dormitórios podem ser encontradas na faixa de R$ 1.200 a R$ 1.500 mensais, conforme os dados apresentados na publicação.

Esses municípios têm menor pressão imobiliária e oferecem um perfil mais tranquilo, com maior contato com áreas rurais e natureza. Por outro lado, a infraestrutura e a oferta de serviços são menores quando comparadas às cidades maiores da região.

O cenário faz com que essas localidades sejam consideradas por aposentados, trabalhadores que atuam remotamente e famílias que aceitam morar mais distante dos grandes centros em troca de imóveis mais espaçosos e custos menores.

A pesquisa do CRECI-SP também acompanha o comportamento do mercado imobiliário regional. Levantamento realizado com 86 imobiliárias da região, incluindo Atibaia, Bragança Paulista, Piracaia, Pinhalzinho, Pedra Bela e outras cidades, registrou retração de 12,86% no volume de novos contratos de locação em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025.

Apesar da variação no número de contratos, os dados mostram que o mercado de locação permanece diretamente ligado ao crescimento populacional, à oferta de imóveis e à procura por moradia nas diferentes cidades da Região Bragantina.

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