Zema e mesários vão depor sobre celulares na cabine de votação
A Justiça Eleitoral determinou que o ex-governador de Minas Gerais e ex-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), e os mesários que estavam na seção eleitoral onde ele votou prestem depoimento à Polícia Civil. A investigação busca esclarecer por que Zema entrou com dois celulares na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições de 2026.
O episódio ocorreu em 4 de outubro, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG), cidade natal do político. Imagens registraram Zema com os aparelhos dentro da cabine, apesar da proibição prevista na legislação eleitoral.
A Justiça também determinou que os mesários expliquem se fiscalizaram a entrada do candidato, se houve alguma abordagem ou advertência e se foi identificado o uso da câmera dos celulares.
Zema afirma que não foi alertado
Após votar, Zema declarou que ninguém o avisou de que deveria deixar os aparelhos com os mesários antes de entrar na cabine. Ele afirmou que não fotografou nem gravou o voto e que teria entregue os celulares caso tivesse sido orientado.
A legislação eleitoral proíbe a entrada de celulares, câmeras e outros equipamentos capazes de registrar imagens ou sons na cabine de votação, mesmo quando estão desligados. A regra tem como objetivo preservar o sigilo do voto.
O caso já havia provocado questionamentos da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar se houve violação das normas eleitorais.
Os depoimentos foram determinados para reunir mais informações antes dos próximos encaminhamentos do caso.


