Polícia descarta serial killer após 19 corpos encontrados em SP
A localização de 19 corpos na capital paulista e na Grande São Paulo desde setembro tem gerado preocupação e especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um assassino em série. A Polícia Civil, no entanto, afirma que não há evidências de que os casos estejam relacionados ou tenham sido cometidos por uma mesma pessoa.
As ocorrências foram registradas em diferentes regiões e envolvem vítimas encontradas em circunstâncias distintas, incluindo corpos dentro de sacos plásticos, enrolados em tecidos ou cobertores e com sinais de violência. Apesar de algumas semelhanças na forma como os cadáveres foram abandonados, a polícia ressalta que esse fator, isoladamente, não comprova ligação entre os crimes.
As investigações são conduzidas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por delegacias responsáveis pelos casos registrados na Grande São Paulo.
Polícia investiga possíveis motivações
Entre as linhas de investigação estão hipóteses de vingança e execuções relacionadas aos chamados “tribunais do crime”, julgamentos clandestinos realizados por integrantes de organizações criminosas. Essas possibilidades, porém, não se aplicam necessariamente a todas as ocorrências.
Segundo a Polícia Civil, os casos estão sendo apurados individualmente, com análise das circunstâncias de cada morte, identificação das vítimas e busca por suspeitos.
A diretora do DHPP, delegada Ivalda Aleixo, já havia alertado que a maneira como alguns corpos foram encontrados não é suficiente para concluir que exista um assassino em série. O uso de sacos plásticos ou tecidos pode estar relacionado à tentativa de transportar ou ocultar cadáveres.
Casos seguem sob investigação
A polícia busca esclarecer as circunstâncias das mortes, identificar os responsáveis e verificar se existem conexões entre as ocorrências. Em alguns casos, as vítimas já foram identificadas e as equipes trabalham para reunir provas sobre a autoria e a motivação dos crimes.
A Secretaria da Segurança Pública reforça que as investigações seguem em andamento e que a semelhança entre alguns episódios não permite afirmar que tenham sido praticados pelo mesmo autor.
As autoridades também alertam para a importância de não compartilhar informações sem confirmação, evitando a disseminação de boatos e o aumento da apreensão entre moradores.


