Vacina contra HPV reduz mortes por câncer de colo do útero

28 de junho de 2026

Cada vez mais estudos reforçam que a vacinação contra o HPV tem potencial para transformar de forma significativa o cenário do câncer de colo do útero em todo o mundo. Um levantamento recente publicado na revista científica The Lancet revelou um dado considerado histórico: entre 2020 e 2024, não houve registro de mortes pela doença entre mulheres de 20 a 24 anos na Inglaterra. Sem a implementação do programa de imunização, a estimativa era de cerca de 23,1 óbitos nesse grupo etário.

O resultado evidencia o impacto direto das políticas de vacinação em larga escala e reforça a importância da atuação dos profissionais de saúde na conscientização da população. Em farmácias, clínicas, hospitais e campanhas de saúde pública, o farmacêutico desempenha papel fundamental ao orientar pacientes, verificar o histórico vacinal, esclarecer dúvidas e combater a desinformação ainda comum sobre o imunizante.

A vacina contra o HPV vai além da prevenção de uma infecção sexualmente transmissível. Trata-se de uma estratégia de prevenção primária contra o câncer de colo do útero, uma das principais causas de morte entre mulheres em diversos países. Por isso, especialistas destacam a importância de ampliar o acesso à informação e estimular a adesão à imunização.

Na Inglaterra, o programa de vacinação foi implementado em 2008, inicialmente voltado para meninas de 12 a 13 anos, com ações de resgate para adolescentes que não haviam sido imunizadas. Antes da pandemia, a cobertura vacinal chegou a índices elevados, variando entre 80% e 90% em determinados grupos, o que contribuiu diretamente para os resultados observados atualmente.

O estudo também estima que a vacinação tenha evitado aproximadamente 199,6 mortes por câncer de colo do útero até o final de 2024. Entre mulheres de 20 a 24 anos, a mortalidade caiu cerca de 80% entre 2015 e 2019. Já na faixa de 25 a 29 anos, a redução foi de aproximadamente 69% entre 2020 e 2024.

No Brasil, a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com esquema de dose única adotado desde 2024. O programa também prevê estratégias de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados, além de esquema de três doses para pessoas imunocomprometidas.

Para profissionais farmacêuticos que atuam na vacinação, oncologia, atenção básica ou farmácia hospitalar, os dados reforçam uma mensagem central: orientar sobre o HPV é atuar diretamente na prevenção de um câncer amplamente evitável, cujo impacto positivo pode se estender por gerações.

Destaques

Mail Icon

receba notícias