A cidade de Jundiaí deu um passo importante no fortalecimento das políticas públicas de combate à fome ao realizar o 1º Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional em Rede. Promovido pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, o encontro teve como tema “Caminhos para articulação das políticas públicas em Jundiaí” e reuniu representantes do poder público, instituições parceiras e sociedade civil.
O principal objetivo do seminário foi ampliar a integração entre diferentes áreas, como assistência social, saúde, educação e abastecimento, promovendo uma atuação conjunta no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade. Participaram do evento diversas secretarias municipais, além de instituições como o Sesc, que apresentou o programa Mesa Brasil, e a Faculdade de Medicina de Jundiaí, que contribui com pesquisas voltadas à formulação de políticas públicas.
Entre os destaques apresentados está a Vila de Oportunidades, iniciativa que une segurança alimentar e inclusão produtiva, oferecendo suporte para famílias em vulnerabilidade por meio do acesso a alimentos e incentivo à autonomia financeira. Também foi ressaltado o trabalho da Divisão de Segurança Alimentar e Nutricional (DSAN), responsável por coordenar programas voltados ao combate à insegurança alimentar, promoção de alimentação saudável e ampliação do acesso a alimentos de qualidade.
O seminário ainda trouxe avanços recentes do município na área, como a retomada da CAISAN, que fortalece a articulação entre secretarias; a adesão ao SISAN, integrando Jundiaí à política nacional de segurança alimentar; a reativação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que incentiva a agricultura familiar e abastece famílias em vulnerabilidade; além da participação na Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa federal que busca ampliar o acesso a alimentos saudáveis nos centros urbanos.
A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciane Mosca, destacou a importância da atuação integrada e baseada em dados. Segundo ela, o município possui mais de 17 mil famílias inscritas no Cadastro Único, sendo que parte significativa enfrenta situação de pobreza ou extrema pobreza, o que reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e bem articuladas.