A condução de um pregão da Prefeitura de Jundiaí, que prevê um custo de R$ 1.018 por aluno para aquisição de material didático, tem gerado questionamentos sobre transparência e clareza nas informações apresentadas pela administração municipal.
Segundo apontamentos, a Prefeitura teria deixado de cumprir prazos e encaminhado respostas consideradas evasivas sobre o processo, especialmente após o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) ter barrado a licitação em fevereiro. Mesmo diante da decisão, críticos afirmam que ainda não foram apresentados de forma objetiva os critérios e cálculos que justificariam o valor adotado, superior ao de programas federais como o PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático).
Outro ponto levantado diz respeito à ausência de um plano de contingência para garantir o fornecimento de material aos alunos enquanto o processo segue indefinido. Também há questionamentos sobre a exigência de livros com códigos específicos, o que, segundo análises, poderia restringir a concorrência entre fornecedores.
De acordo com avaliação divulgada pelo portal 7 Cidades, as respostas apresentadas pela Secretaria Municipal de Educação teriam se limitado ao envio de grande volume de documentos, sem esclarecer de forma direta os principais pontos levantados. A situação segue gerando debate e cobrança por mais transparência na condução do processo.