Criação do Fórum Evangélico Municipal em Franco da Rocha gera debate sobre Estado laico e representatividade
A decisão da prefeita de Franco da Rocha, Lorena Oliveira (Solidariedade), de instituir o chamado “Fórum Evangélico Municipal” tem provocado forte repercussão e levantado questionamentos entre moradores e diferentes setores da sociedade.
De acordo com a proposta, o objetivo do fórum seria aproximar a administração pública do segmento evangélico, criando um canal de diálogo para discutir demandas, projetos e ações voltadas à comunidade religiosa. No entanto, a iniciativa acabou gerando críticas relacionadas ao princípio do Estado laico, previsto na Constituição, que determina a neutralidade do poder público em relação a crenças religiosas.
Parte da população e especialistas apontam que a criação de um espaço institucional voltado especificamente a um grupo religioso pode abrir precedentes e levantar dúvidas sobre a equidade no tratamento das diversas manifestações de fé presentes no município, além de grupos sem vínculo religioso.
Outro ponto levantado é a ausência, até o momento, de estruturas semelhantes que contemplem outras religiões ou visões de mundo, o que alimenta o debate sobre representatividade e inclusão nas políticas públicas.
Diante da repercussão, o tema tem mobilizado discussões nas redes sociais e entre lideranças locais, evidenciando a necessidade de diálogo amplo e transparente sobre o papel do poder público na relação com diferentes segmentos da sociedade.


