Baleia morta pode atrair tubarões no litoral de SP
Uma baleia-jubarte foi encontrada morta na faixa de areia da Praia do Jardim Real, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na tarde de sábado (1º). O animal chamou a atenção de moradores e turistas, que se aproximaram para fotografar e gravar vídeos, mesmo diante dos riscos associados à carcaça.
De acordo com equipes que monitoram a fauna marinha, a baleia já apresentava sinais avançados de decomposição quando foi localizada. O local foi isolado para evitar a aproximação do público e permitir o trabalho dos órgãos ambientais, que devem realizar exames para identificar a causa da morte e definir o destino da carcaça.
Apesar da curiosidade despertada pelo animal, especialistas reforçam que tocar ou permanecer próximo a uma baleia morta pode representar riscos à saúde. Segundo o biólogo Eric Comin, a decomposição favorece a proliferação de bactérias e outros microrganismos capazes de causar doenças em pessoas que entram em contato com a carcaça ou com fluidos liberados pelo animal.
Outro motivo de preocupação é a possibilidade de a carcaça atrair tubarões para a região. O forte odor liberado durante o processo de decomposição pode ser detectado por esses predadores, aumentando a chance de sua presença nas proximidades da praia. Por esse motivo, as autoridades recomendam que banhistas mantenham distância do local e respeitem as orientações das equipes responsáveis pelo monitoramento.
A ocorrência mobilizou profissionais especializados em animais marinhos, que acompanham o caso. Após a conclusão da perícia, será definido se a baleia será removida da faixa de areia ou se outro procedimento será adotado, conforme as condições do animal e as normas ambientais.
Durante o período de migração das baleias pela costa brasileira, o aparecimento de animais encalhados pode ocorrer por diversos fatores, como doenças, idade avançada, colisões com embarcações ou emalhamento em redes de pesca. A orientação é que, ao encontrar um animal marinho nessas condições, a população não toque na carcaça e acione imediatamente os órgãos ambientais competentes.


