Anvisa autoriza retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo

2 de junho de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, após concluir que a empresa adotou medidas corretivas para solucionar falhas identificadas em inspeções anteriores. A decisão encerra a suspensão determinada no início de maio e permite que a unidade volte a operar normalmente.

A liberação foi anunciada após uma nova fiscalização realizada entre os dias 28 e 29 de maio por equipes da Anvisa, em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Durante a reinspeção, os técnicos verificaram as adequações promovidas pela Química Amparo, fabricante da marca Ypê, e avaliaram as melhorias implantadas nas linhas de produção que haviam sido interditadas.

A suspensão das operações ocorreu após uma inspeção realizada em abril apontar uma série de irregularidades nos processos produtivos da unidade. Segundo a Anvisa, foram identificadas 76 não conformidades relacionadas ao controle de qualidade, rastreabilidade dos produtos, monitoramento sanitário e procedimentos de fabricação. As falhas levaram o órgão a determinar a paralisação de duas linhas de produção e a suspensão de diversos lotes de produtos da marca.

Para obter a autorização de retorno, a empresa apresentou um plano de ação detalhado com medidas voltadas à correção dos problemas apontados. Entre as mudanças implementadas estão melhorias nos sistemas de controle de qualidade, reforço dos protocolos de monitoramento sanitário e adequações nos processos de fabricação. A fiscalização concluiu que as principais exigências foram atendidas, permitindo a retomada das atividades industriais.

De acordo com o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a fábrica passou a reunir as condições necessárias para operar de forma segura e disponibilizar produtos sem riscos sanitários à população. Apesar da liberação, a agência informou que continuará acompanhando a execução das ações corretivas previstas pela empresa para garantir a manutenção dos padrões exigidos.

A decisão também autorizou a comercialização e o uso de produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026, incluindo lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças e desinfetantes produzidos na unidade. Entretanto, permanece em vigor a restrição para determinados lotes com numeração final “1”, fabricados até 31 de março deste ano, que continuam sujeitos a análises laboratoriais antes de uma eventual liberação.

O caso ganhou repercussão nacional após a identificação de falhas sanitárias consideradas graves pela agência reguladora. A retomada das operações representa um passo importante para a normalização da produção da empresa, uma das maiores fabricantes de produtos de limpeza e higiene do país. Ainda assim, a Anvisa reforçou que seguirá monitorando a unidade para assegurar o cumprimento permanente das exigências sanitárias e de qualidade.

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