Trump reduz recomendações de vacinas infantis nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10) uma nova ordem executiva que reduz a quantidade de vacinas infantis recomendadas de forma universal no país. A medida foi anunciada ao lado do secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr.
A decisão retoma uma mudança feita por Trump no início deste ano, quando seis doenças deixaram de integrar a lista de vacinação infantil universal recomendada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Com isso, o calendário pediátrico de rotina passou de 17 para 11 imunizações.
A alteração, porém, havia sido bloqueada pela Justiça. Em abril, o juiz federal Brian Murphy, de Boston, concedeu uma liminar que suspendeu a decisão do governo.
Agora, a nova ordem determina novamente que seis vacinas deixem de ser indicadas universalmente. A recomendação passa a ser direcionada a grupos considerados de maior risco ou depender de avaliação médica. As vacinas envolvidas protegem contra hepatite A, hepatite B, doença meningocócica, rotavírus, gripe e vírus sincicial respiratório (VSR).
Durante a cerimônia na Casa Branca, Trump também fez declarações sobre a vacina tríplice viral, conhecida como MMR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O presidente defendeu que os três componentes sejam aplicados separadamente, em momentos diferentes, alegando preocupação com possíveis riscos associados à aplicação conjunta.
Trump também voltou a mencionar uma suposta relação entre vacinação e autismo. No entanto, a afirmação não é respaldada pelo consenso científico, que aponta que não existe evidência de que a vacina MMR cause autismo.
A proposta de separar as doses também foi defendida por Trump durante a assinatura da ordem. Ele afirmou que a aplicação conjunta poderia representar riscos, enquanto as vacinas administradas separadamente seriam seguras e eficazes.
As mudanças anunciadas pelo governo norte-americano reacendem o debate sobre políticas de vacinação infantil e geram preocupação entre especialistas de saúde pública devido ao possível impacto na cobertura vacinal e na prevenção de doenças infecciosas.


