Senado aprova projeto que inclui educação financeira no currículo escolar

16 de julho de 2026

O Senado Federal aprovou um projeto de lei que prevê a inclusão da educação financeira como tema obrigatório no currículo dos ensinos fundamental e médio. A proposta foi aprovada na quarta-feira (15) e agora retorna à Câmara dos Deputados, que fará a análise final do texto antes de seu eventual envio para sanção presidencial.

O projeto estabelece que a educação financeira deverá ser trabalhada de forma transversal, ou seja, integrada a disciplinas já existentes, como Matemática, História e Geografia, sem a criação de uma nova matéria na grade escolar. A intenção é desenvolver o tema ao longo de toda a trajetória dos estudantes, relacionando os conteúdos às situações do cotidiano.

Embora a educação financeira já esteja prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017, a proposta amplia sua importância ao incluí-la na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Com isso, o ensino do tema passa a ter respaldo legal mais robusto, reforçando sua adoção pelas redes de ensino do país.

O texto aprovado no Senado foi apresentado na forma de um substitutivo da senadora Teresa Leitão (PT-PE). Além da educação financeira, a proposta amplia o conteúdo a ser trabalhado nas escolas, incluindo também educação fiscal, previdenciária e securitária.

Na prática, os estudantes poderão aprender conceitos relacionados ao planejamento financeiro, organização do orçamento doméstico, consumo consciente, poupança, investimentos, crédito, juros e endividamento. Também terão contato com temas como a função dos impostos no financiamento dos serviços públicos, o funcionamento da Previdência Social e a importância dos seguros para proteção financeira.

O projeto também preserva a autonomia das escolas para definir como esses conteúdos serão incorporados aos seus projetos pedagógicos, respeitando as características e necessidades de cada rede de ensino, sem aumentar a carga horária dos alunos ou criar uma disciplina específica.

Segundo os defensores da proposta, o objetivo é preparar crianças e adolescentes para lidar de forma mais consciente com o dinheiro, desenvolver hábitos financeiros responsáveis e fornecer conhecimentos que contribuam para a tomada de decisões ao longo da vida adulta.

Como o texto sofreu alterações durante a tramitação no Senado, ele seguirá novamente para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovado pelos deputados, será encaminhado para sanção do presidente da República antes de entrar em vigor.

Destaques

Mail Icon

receba notícias