Secretário defende PMs após morte de jovem com 27 tiros
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que considera legítima a atuação dos policiais militares envolvidos na morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos. Durante a abordagem, realizada na madrugada de sábado (10), na zona sul da capital paulista, quatro agentes dispararam 45 vezes, e 27 tiros atingiram o jovem.
Em declaração na terça-feira (13), o secretário afirmou que os policiais não teriam descumprido os protocolos da corporação. Ele alegou que os agentes interpretaram os movimentos do rapaz como uma ameaça, pois ele teria apontado um objeto em direção aos policiais.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma situação em que um jovem estaria em sofrimento emocional e ameaçando tirar a própria vida. Durante a abordagem, os policiais confundiram o celular que Gustavo segurava com uma arma de fogo.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem aparece com o aparelho nas mãos antes de ser atingido pelos disparos. Ele morreu no local.
Investigação apura possível excesso
Apesar de defender a atuação dos policiais, Nico Gonçalves afirmou que ainda é necessário aguardar os resultados da perícia para avaliar se houve excesso no uso da força.Os quatro policiais que efetuaram os disparos foram afastados das atividades operacionais enquanto as investigações prosseguem.
As armas utilizadas pelos agentes e o celular da vítima foram apreendidos para análise. O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, por meio de inquérito policial e Inquérito Policial Militar (IPM).
Gustavo não tinha antecedentes criminais e, segundo informações divulgadas sobre o caso, fazia tratamento com antidepressivos. A família questiona a atuação dos agentes e cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
A conclusão sobre a legalidade da abordagem e a eventual ocorrência de excessos dependerá da análise das provas e dos resultados das investigações.


