São Paulo chega a 41 casos de sarampo em 2026
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta terça-feira (6), mais um caso de sarampo na capital paulista. Com a nova ocorrência, o estado soma 41 casos da doença em 2026.
Do total, 38 foram registrados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Até o momento, não houve registro de mortes provocadas pelo sarampo no estado.
Segundo a Secretaria da Saúde, 31 dos 41 pacientes não tinham registro de vacinação contra a doença ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Outro dado que chama atenção é a concentração de casos entre crianças pequenas: aproximadamente 61% das ocorrências foram registradas em menores de 2 anos, grupo considerado mais vulnerável às complicações do sarampo.
A SES-SP não divulgou informações sobre o perfil ou o histórico de vacinação do paciente envolvido no novo caso confirmado na capital.
Quatro cadeias de transmissão são monitoradas
As autoridades de saúde identificaram pelo menos quatro cadeias de transmissão do sarampo no estado ao longo de 2026.
A primeira ocorreu entre março e abril e esteve relacionada a dois casos de pessoas que haviam vindo do exterior. Essa cadeia foi considerada encerrada depois de 12 semanas sem o surgimento de novas ocorrências relacionadas.
Outras três cadeias foram identificadas nos meses de junho, julho e agosto. Elas continuam sendo acompanhadas pelas equipes das secretarias estadual e municipais de Saúde.
De acordo com o monitoramento mais recente, houve redução da circulação do vírus em parte dessas cadeias. Paralelamente, a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo apresentou aumento no estado, passando de 86,56% em abril para 93,24% em julho.
Vacinação
Diante do aumento dos casos, o governo de São Paulo reforça a importância da vacinação contra o sarampo para pessoas de 0 a 59 anos.
A proteção é feita por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas.
A recomendação é que a população procure uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal e completar o esquema de doses, quando necessário.


