Receita Federal realiza nova fase da Operação Três Corpos e apreende equipamentos de academia importados irregularmente

24 de junho de 2026

A Receita Federal deflagrou a segunda fase da Operação Três Corpos, com o objetivo de combater a importação irregular de equipamentos de academia no Brasil. A ação contou com apoio da Polícia Federal e resultou na retirada e recolhimento de aparelhos de musculação de origem estrangeira, que estavam sendo utilizados sem comprovação de importação regular e sem o recolhimento dos tributos devidos.

De acordo com o órgão, os equipamentos foram identificados durante fiscalizações em estabelecimentos ligados a uma rede de academias investigada desde a primeira fase da operação. A apuração indica que os materiais teriam sido introduzidos no país de forma irregular, sem a devida documentação aduaneira e sem pagamento de impostos, configurando possíveis crimes como descaminho e outras infrações correlatas.

Nesta nova etapa, as equipes realizaram a desmontagem e o recolhimento dos aparelhos, que foram encaminhados para depósitos da Receita Federal. Os itens permanecerão sob custódia até decisão sobre sua destinação final, conforme prevê a legislação aduaneira vigente.

A operação dá continuidade a uma investigação iniciada anteriormente, quando foram identificados centenas de equipamentos de musculação de origem estrangeira, principalmente de fabricação chinesa, sem comprovação de regular importação. Na ocasião, os responsáveis foram notificados para apresentar documentação que comprovasse a legalidade dos bens, o que não ocorreu em todos os casos analisados.

Segundo a Receita Federal, a Operação Três Corpos também investiga possíveis práticas de descaminho, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, relacionadas à entrada e comercialização desses equipamentos no país.

O órgão destaca que a ação busca não apenas coibir irregularidades fiscais, mas também garantir concorrência justa no mercado, já que a importação ilegal prejudica empresas que atuam de forma regular, recolhem tributos e seguem as normas aduaneiras brasileiras.

As investigações continuam em andamento, com análise do material apreendido e apuração de possíveis novos envolvidos no esquema.

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