Quase 100 famílias em Cajamar enfrentam risco de despejo
Quase 100 famílias que vivem na Ocupação dos Queixadas, em Cajamar, enfrentam o risco de despejo após uma decisão judicial determinar a desocupação da área. A comunidade está instalada no local há mais de sete anos e reivindica uma solução que garanta o direito à moradia.
Em manifestação publicada nesta semana, a CSP-Conlutas declarou apoio aos moradores e pediu a suspensão do despejo, além da abertura de negociações para encontrar uma alternativa que assegure moradia às famílias.
Segundo a entidade e o movimento Luta Popular, responsável pela organização da ocupação, a comunidade foi construída pelos próprios moradores em uma área que anteriormente estava abandonada. O local abriga trabalhadores, crianças, mulheres e idosos.
Movimento cobra alternativas habitacionais
A CSP-Conlutas e o Luta Popular criticam a atuação da Prefeitura de Cajamar e afirmam que a administração municipal não teria avançado em alternativas para evitar a retirada das famílias.
Entre as possibilidades apontadas pelos movimentos estão a regularização fundiária por meio do programa estadual Cidade Legal, o acesso a recursos do Novo PAC Periferia Viva e a desapropriação do imóvel para fins de interesse social.
As entidades defendem que essas alternativas sejam discutidas com o poder público e com os moradores antes de qualquer remoção.
Decisão judicial determina desocupação
A determinação judicial estabelece a desocupação do terreno, localizado no distrito do Polvilho, em Cajamar. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, a decisão prevê prazo de 15 dias para a saída dos ocupantes, com possibilidade de desocupação forçada caso a ordem não seja cumprida.
A disputa envolve também questões relacionadas à propriedade do terreno. Enquanto os moradores reivindicam o direito à moradia e buscam alternativas para permanecer na área, representantes da família que alega ser proprietária defendem seus direitos sobre o imóvel na Justiça.
A CSP-Conlutas pede a suspensão da medida e a abertura de negociações para evitar que as famílias fiquem sem moradia. O caso envolve o debate sobre o direito à habitação, a regularização fundiária e o cumprimento das decisões judiciais.


