Presidente do PL admite plano de golpe
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (7) que houve, de fato, um planejamento para um golpe de Estado após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2022. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.
Durante a entrevista, Valdemar foi questionado sobre a existência de articulações para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito no segundo turno de 2022. O dirigente do PL confirmou que houve planejamento, mas tentou diferenciar a elaboração de uma estratégia de sua eventual execução.
“Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois ‘está errado’ e para no meio?”, afirmou Valdemar.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre as investigações e processos relacionados às tentativas de ruptura institucional após as eleições de 2022 e aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Valdemar também voltou a defender a anistia para pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro. Na avaliação do presidente do PL, o simples fato de alguém participar de um planejamento para um golpe não deveria, por si só, ser considerado crime.
A fala também levantou questionamentos sobre a possibilidade de novas articulações semelhantes no futuro. Ao ser perguntado se poderia ocorrer um novo planejamento em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e integrante do PL, Valdemar inicialmente admitiu essa possibilidade.
Posteriormente, porém, o dirigente mudou o tom e afirmou que uma situação semelhante não voltaria a ocorrer. Segundo ele, um novo episódio dessa natureza “nunca, jamais” aconteceria novamente.
As declarações de Valdemar colocam novamente no centro do debate político a atuação de integrantes e aliados do grupo bolsonarista após a derrota eleitoral de 2022 e a discussão sobre a responsabilização de pessoas envolvidas nas articulações e nos atos de 8 de janeiro.


