Policial da Rota e irmão de Eloá Pimentel segue em estado gravíssimo após atentado em São Caetano do Sul

29 de junho de 2026

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da Polícia Militar de São Paulo e irmão por parte de mãe de Eloá Pimentel, permanece internado em estado considerado extremamente grave após ser baleado na cabeça durante um atentado ocorrido no último sábado (27), em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista.

De acordo com boletim médico divulgado nesta segunda-feira (29) pela Polícia Militar, o oficial segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde recebe atendimento especializado. Seu quadro clínico inspira cuidados e continua sendo acompanhado por equipes médicas.

Conhecido na corporação como tenente Pimentel, o policial foi atingido enquanto conduzia seu veículo e aguardava a abertura do semáforo na Avenida Goiás, uma das principais vias de São Caetano do Sul. As circunstâncias do ataque ainda são investigadas pelas autoridades.

As investigações avançaram e a Justiça decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de terem prestado apoio logístico aos autores dos disparos. Segundo a Polícia Civil, eles teriam colaborado para a execução do crime, fornecendo suporte aos atiradores, que permanecem foragidos.

As forças de segurança continuam realizando diligências para localizar os responsáveis pelos disparos e esclarecer a motivação do atentado. Até o momento, a polícia não divulgou detalhes sobre a dinâmica completa da ação criminosa.

A história de Ronickson Pimentel também é marcada por uma tragédia familiar que comoveu o país. Ele é irmão de Eloá Pimentel, adolescente assassinada em outubro de 2008 pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, após permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado em Santo André. O caso teve ampla repercussão nacional e se tornou um dos episódios criminais mais marcantes da história recente do Brasil.

Em uma publicação nas redes sociais, a esposa do tenente revelou que o policial decidiu ingressar na Polícia Militar motivado pela morte da irmã. Segundo ela, Ronickson prestou o concurso para a corporação no mesmo dia em que recebeu a notícia do assassinato de Eloá, transformando a dor da perda em um propósito de vida voltado à proteção da sociedade e ao combate ao crime.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto familiares, amigos e colegas de farda acompanham a evolução do estado de saúde do tenente e aguardam o avanço das investigações para a identificação e prisão dos autores do atentado.

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