Passageiros do Metrô têm até outubro para usar bilhetes magnéticos

31 de agosto de 2026

Os passageiros que ainda possuem bilhetes magnéticos de papel do Metrô de São Paulo têm até o dia 31 de outubro de 2026 para utilizar os tíquetes nas viagens pela rede. A partir de 1º de novembro, os cartões antigos deixarão de ser aceitos nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

A mudança faz parte do processo de modernização do sistema de acesso ao transporte metroviário e marca o fim de um modelo de bilhete que foi utilizado durante décadas pelos passageiros paulistanos.

Quem ainda tiver bilhetes magnéticos e não conseguir utilizá-los até o prazo final não perderá necessariamente o valor dos tíquetes. Segundo o Metrô, será possível fazer a substituição por passagens no formato QR Code até janeiro de 2027. Os locais onde a troca poderá ser realizada e os procedimentos necessários serão divulgados posteriormente pela companhia.

Bilhete de papel será retirado definitivamente

A retirada dos bilhetes magnéticos encerra a utilização do chamado padrão Edmonson, um modelo de bilhete de papel criado no século XIX pelo inglês Thomas Edmondson e originalmente utilizado no transporte ferroviário.

Em São Paulo, esse formato passou a fazer parte da história do Metrô desde 1974, acompanhando a expansão do sistema e diferentes fases de modernização dos equipamentos de acesso.

A fabricação dos bilhetes tradicionais foi interrompida em 2021. Desde então, o QR Code passou gradualmente a ocupar o espaço das passagens de papel, especialmente nas viagens avulsas.

QR Code ganha espaço nas viagens

Com a substituição dos cartões magnéticos, o Metrô amplia o uso de tecnologias digitais para facilitar a entrada dos passageiros nas estações.

O QR Code permite que a passagem seja adquirida antecipadamente e utilizada diretamente pelo celular. A compra pode ser feita por meio de aplicativo ou WhatsApp, e o código é apresentado na tela do aparelho para validação nas catracas.

A tecnologia também busca tornar o processo de compra e utilização da passagem mais simples, além de reduzir problemas relacionados à leitura de bilhetes impressos.

Outras formas de pagamento continuam disponíveis

Mesmo com o fim dos bilhetes magnéticos, os passageiros continuarão tendo diferentes alternativas para utilizar o sistema metroviário.

Entre as opções disponíveis estão o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes em formato QR Code.

Também é possível realizar a compra de passagens utilizando diferentes formas de pagamento, incluindo dinheiro, cartões de débito e crédito e Pix.

Para quem prefere realizar a compra presencialmente, as estações continuam contando com bilheterias e totens de autoatendimento, permitindo que os passageiros adquiram seus bilhetes sem necessariamente utilizar o celular.

Mais de cinco décadas de história

A retirada dos bilhetes magnéticos representa o encerramento de uma tecnologia que acompanhou grande parte da história do Metrô de São Paulo.

Ao longo dos anos, o sistema produziu diferentes versões e edições especiais dos bilhetes, que também acabaram se tornando itens de interesse para colecionadores. Segundo o Governo de São Paulo, foram lançadas mais de 30 edições especiais ao longo da história.

Os primeiros bilhetes magnéticos utilizados pelo Metrô e os equipamentos responsáveis pela leitura foram importados da França. Posteriormente, o sistema passou por processos de nacionalização, com a fabricação dos bilhetes sendo realizada pela Casa da Moeda e, depois, por fornecedores localizados na Argentina.

Passageiros devem ficar atentos ao prazo

Quem ainda guarda bilhetes magnéticos deve se programar para utilizá-los antes de 31 de outubro. A partir do dia seguinte, os cartões não poderão mais ser utilizados diretamente nas catracas das quatro linhas operadas pelo Metrô.

Para os bilhetes que permanecerem sem utilização, a possibilidade de troca por QR Code ficará disponível até janeiro de 2027, conforme regras e locais que ainda serão informados pelo Metrô.

A mudança representa mais uma etapa da modernização dos meios de acesso ao transporte público paulista e consolida o uso de alternativas digitais nas viagens pela rede metroviária.