Operação Mute apreende mais de 500 celulares em presídios de todo o país

1 de junho de 2026

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), divulgou os resultados parciais da 11ª fase da Operação Mute, uma das principais ações de combate às comunicações ilegais dentro do sistema prisional brasileiro. Realizada entre os dias 18 e 21 de maio, a operação mobilizou milhares de policiais penais em diversos estados com o objetivo de enfraquecer a atuação de organizações criminosas que utilizam aparelhos celulares para comandar crimes de dentro das unidades prisionais.

De acordo com o balanço preliminar, a ação ocorreu em 23 estados e no Distrito Federal, abrangendo 49 estabelecimentos penais. Ao todo, 2.854 policiais penais participaram das atividades, que incluíram revistas minuciosas em celas, pavilhões e áreas comuns dos presídios.

Durante os quatro dias de operação, foram vistoriadas 2.611 celas, resultando na apreensão de 534 celulares que estavam em posse irregular de detentos. Além dos aparelhos telefônicos, também foram encontrados outros materiais proibidos que podem ser utilizados para facilitar a comunicação externa ou auxiliar práticas criminosas.

A Operação Mute integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do Governo Federal voltada ao enfrentamento das facções criminosas e à redução da influência desses grupos dentro e fora das unidades prisionais. O principal foco da operação é interromper as comunicações clandestinas realizadas por presos, que frequentemente utilizam celulares para ordenar crimes como tráfico de drogas, roubos, extorsões e até homicídios.

Segundo o Ministério da Justiça, a retirada desses equipamentos do sistema prisional representa uma medida estratégica para dificultar a coordenação de atividades criminosas e aumentar a segurança pública. As ações também contribuem para fortalecer o controle interno das unidades e reduzir a capacidade operacional das organizações criminosas.

A Operação Mute vem sendo realizada de forma periódica em todo o país e reúne esforços integrados das administrações penitenciárias estaduais e federais. A expectativa é que os resultados finais da 11ª fase apresentem números ainda maiores, uma vez que o levantamento completo das apreensões e procedimentos realizados segue em andamento.

As autoridades destacam que operações desse tipo são fundamentais para impedir que lideranças criminosas continuem exercendo influência sobre atividades ilegais a partir dos presídios, reforçando o combate ao crime organizado e promovendo maior segurança para a população.

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