Operação em Itu mira falsa central telefônica usada em golpes financeiros

2 de julho de 2026

A Polícia Civil deflagrou uma operação em Itu (SP) para desarticular um esquema criminoso de falsa central telefônica, utilizado para aplicar golpes financeiros contra vítimas em diferentes regiões do país. A ação foi realizada nesta quarta-feira (1º) com apoio de equipes especializadas e cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados judiciais, expedidos no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Tocantins, com apoio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Operações Especiais (GOE) de São Paulo. Não houve registro de prisões durante a operação.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava um método sofisticado para enganar as vítimas. A ação começava com o acesso ilegal a listas de dados de clientes de instituições financeiras, que eram usadas para selecionar alvos com maior potencial financeiro.

Em seguida, os suspeitos entravam em contato com as vítimas simulando o atendimento de bancos ou centrais de segurança. Para dar credibilidade ao golpe, os criminosos utilizavam números telefônicos semelhantes aos oficiais e gravações automáticas que imitavam sistemas de atendimento eletrônico, incluindo etapas de transferência para “atendentes”.

Durante as ligações, as vítimas eram informadas sobre supostas transações suspeitas ou movimentações indevidas em suas contas bancárias. Sob a justificativa de “cancelar operações fraudulentas”, os golpistas induziam os clientes a fornecer dados pessoais e bancários ou a realizar transferências financeiras.

O dinheiro obtido com o golpe era inicialmente direcionado para contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e posteriormente repassado aos integrantes principais da organização criminosa. Até o momento, a investigação aponta um prejuízo estimado em cerca de R$ 140 mil apenas no estado do Tocantins, mas a polícia não descarta vítimas em outras regiões do país.

As apurações continuam para identificar todos os envolvidos, mapear a estrutura do grupo e esclarecer a extensão total do esquema criminoso. A investigação também busca reunir provas sobre a movimentação financeira e o uso de recursos tecnológicos para mascarar as ligações fraudulentas.

Os suspeitos poderão responder por crimes como fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros que possam ser identificados ao longo do inquérito.

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