Operação da Polícia Federal mira esquema milionário de fraude em licitações e cumpre mandados em São Roque e Mairinque

13 de maio de 2026

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Castratio, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações e contratos públicos ligados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA). Entre os alvos da operação estão endereços localizados nas cidades de São Roque e Mairinque, no interior paulista.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além das cidades paulistas, a ação ocorreu em municípios do estado do Rio de Janeiro, incluindo Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense.

Segundo as investigações, o grupo suspeito teria atuado em fraudes relacionadas a contratos públicos firmados entre o governo estadual e empresas privadas. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades em processos licitatórios, incluindo direcionamento de contratos, superfaturamento e lavagem de dinheiro.

De acordo com as autoridades, os contratos sob investigação envolvem serviços de castração e esterilização de animais e podem ultrapassar R$ 200 milhões. A PF também investiga a atuação de empresários, intermediários e possíveis agentes públicos envolvidos nas negociações suspeitas.

Durante a operação, agentes federais recolheram documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações. O conteúdo apreendido passará por perícia técnica para identificar movimentações financeiras e eventuais provas de irregularidades.

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude ao caráter competitivo de licitação e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo da apuração.

A operação teve grande repercussão nas cidades de São Roque e Mairinque, onde o cumprimento dos mandados chamou a atenção de moradores. Até o momento, os nomes dos alvos localizados na região não foram oficialmente divulgados pelas autoridades.

As investigações continuam em andamento e a Polícia Federal não descarta novas fases da operação, além de possíveis bloqueios de bens, quebras de sigilo e novas medidas judiciais nos próximos meses.

Compartilhe