Moradores do bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, voltaram a reclamar da situação da Praça Louveira, que segue com obras inacabadas e, segundo frequentadores, oferece uma estrutura inferior à existente antes da reforma. A principal queixa é a demora na conclusão dos serviços e o abandono do espaço público, que há meses vem sendo alvo de críticas da comunidade.

Entre os moradores está José Gilberto Gonçales, de 92 anos, frequentador assíduo da praça há décadas. Ele afirma que não compreende o motivo da intervenção e lamenta as mudanças feitas no local. Segundo ele, a reforma começou no início do ano, quando trabalhadores demoliram parte da estrutura da praça e deixaram o espaço sem conclusão por um longo período.

De acordo com o morador, após diversas reclamações a Prefeitura retomou os serviços, mas a revitalização ficou muito aquém do que existia anteriormente. Ele relata que vários bancos foram retirados, permanecendo apenas dois no local. Além disso, equipamentos de ginástica, grades de proteção e o gramado do Espaço Pet também desapareceram durante a obra e ainda não foram reinstalados.

A reforma da Praça Louveira foi contratada pela Prefeitura de São Paulo após licitação vencida pela empresa Maximus Construtora e Estruturas Metálicas Ltda. O investimento previsto era de R$ 266.840,02, com prazo de execução de três meses. A placa da obra foi instalada em 29 de dezembro de 2025, o que significava que os trabalhos deveriam ter sido concluídos até 29 de março deste ano.

No entanto, ainda durante a execução surgiram denúncias de abandono do canteiro de obras. Moradores informaram que calçadas quebradas e entulhos passaram a representar riscos para pedestres. Após as primeiras reclamações, os trabalhos foram retomados, mas voltaram a ser interrompidos pouco tempo depois, aumentando a insatisfação da população.

Segundo o atual subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti, a empresa responsável foi multada devido ao abandono da obra e teve o contrato rescindido. A administração municipal informou que convocou as demais empresas participantes da licitação para assumir os serviços, mas aguarda a conclusão dos procedimentos legais para dar continuidade definitiva à reforma.

Enquanto a contratação de uma nova empresa não é concluída, equipes da Subprefeitura realizaram intervenções emergenciais na praça para reduzir os riscos de acidentes e permitir que os moradores continuem utilizando o espaço, ainda que de forma limitada. A expectativa da comunidade é que a revitalização seja finalmente concluída e que a praça volte a oferecer a estrutura de lazer existente antes do início das obras.