Marabraz pede recuperação judicial por dívida de R$ 140 milhões
A rede de móveis e eletrodomésticos Marabraz entrou com um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida tem como objetivo permitir a renegociação de aproximadamente R$ 140 milhões em dívidas e reorganizar a situação financeira do grupo.
O processo envolve cinco empresas ligadas à rede: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.
De acordo com a empresa, a decisão foi tomada diante de um cenário considerado desafiador para o setor varejista. Entre os fatores apontados estão a dificuldade de acesso ao crédito, as condições do mercado e mudanças na estrutura familiar que historicamente dava suporte às operações do grupo.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira para empresas que enfrentam dificuldades financeiras, permitindo a negociação das dívidas com credores e a apresentação de um plano para reorganizar as atividades e recuperar a capacidade de pagamento.
Lojas devem continuar funcionando
Apesar do pedido, a Marabraz informou que as lojas continuarão funcionando normalmente durante o processo. A companhia afirma que pretende manter as operações e preservar as atividades comerciais enquanto busca uma solução para o endividamento.
Entre as prioridades anunciadas estão a preservação dos empregos, a manutenção do relacionamento com clientes e fornecedores e a reorganização financeira das empresas que integram o grupo.
A companhia também destacou que o processo representa uma tentativa de estruturar as operações para garantir a continuidade dos negócios diante das dificuldades enfrentadas atualmente.
História da Marabraz
Fundada por uma família de origem libanesa na década de 1950, a Marabraz construiu uma trajetória no comércio de móveis e eletrodomésticos e se tornou uma das redes mais conhecidas do setor no estado de São Paulo.
Com o pedido de recuperação judicial, a empresa busca agora renegociar os débitos e reorganizar sua estrutura financeira, mantendo as atividades enquanto negocia com os credores.


