Jundiaí reforça monitoramento de carrapatos e alerta para febre maculosa
A Prefeitura de Jundiaí intensificou o monitoramento de carrapatos e reforçou as orientações de prevenção à febre maculosa. O alerta ganha importância em setembro e outubro, período em que é mais comum encontrar ninfas do carrapato-estrela, uma fase em que o parasita é muito pequeno e pode passar despercebido na pele.
A doença é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria causadora da febre maculosa. Como os parasitas jovens são difíceis de identificar, eles podem permanecer presos ao corpo por mais tempo, aumentando o risco de transmissão caso estejam contaminados.
A atenção deve ser redobrada em áreas de mata, pastagens e locais com vegetação, principalmente onde há circulação de animais como as capivaras.
Armadilhas ajudam a identificar áreas de risco
A Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM), vinculada à Secretaria Municipal de Promoção da Saúde, realiza levantamentos para acompanhar a presença de carrapatos em diferentes pontos de Jundiaí.
O trabalho é feito por meio de inquéritos acarológicos, que consistem na instalação de armadilhas em locais estratégicos. A escolha das áreas considera fatores como registros de casos de febre maculosa nos últimos dez anos, presença de capivaras, infestação por carrapatos e circulação de pessoas.
O monitoramento permite identificar locais que exigem maior atenção e orientar as medidas de prevenção.
Como evitar picadas de carrapatos
A principal recomendação é evitar áreas sinalizadas com risco de presença de carrapatos. Quando a permanência nesses locais for necessária, alguns cuidados podem reduzir o contato com os parasitas:
- Usar roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos.
- Vestir calças compridas e blusas de mangas longas.
- Utilizar botas, colocando a barra da calça por dentro das meias.
- Examinar o corpo a cada duas horas durante a permanência em áreas de risco.
- Ao encontrar um carrapato preso à pele, retirá-lo cuidadosamente com uma pinça, sem esmagá-lo.
Capivaras não são necessariamente transmissoras
Apesar de serem frequentemente associadas à febre maculosa, a presença de capivaras não significa, necessariamente, que os animais estejam infestados por carrapatos. Da mesma forma, nem todo carrapato está infectado pela bactéria responsável pela doença.
As capivaras têm papel importante no equilíbrio ambiental e são protegidas por lei. Por isso, não devem ser capturadas, removidas ou eliminadas por iniciativa própria.
A orientação é respeitar os animais e seguir as recomendações de segurança ao frequentar áreas onde há possibilidade de encontrar carrapatos.
Quais são os sintomas da febre maculosa?
Os sintomas podem aparecer entre dois e 15 dias após a exposição ao carrapato infectado. Entre os principais sinais estão:
- Febre alta;
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo;
- Mal-estar;
- Náuseas e vômitos;
- Manchas avermelhadas na pele.
Quem apresentar sintomas após frequentar uma área de risco deve procurar atendimento médico imediatamente e informar ao profissional de saúde sobre a possível exposição a carrapatos, mesmo que não tenha percebido uma picada.
O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são fundamentais para evitar complicações e a evolução para quadros graves da doença.
A Prefeitura orienta que a população respeite as sinalizações existentes em áreas de risco e mantenha os cuidados preventivos, especialmente durante os períodos de maior atenção à presença de carrapatos.


