Jandira se despede de jovem morta em salto radical
Familiares e amigos se despedem neste domingo (14) da educadora física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vítima de um trágico acidente durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. O velório acontece em Jandira, cidade onde a jovem morava, e o sepultamento está previsto para ocorrer no cemitério municipal.
Maria Eduarda morreu na manhã de sábado (13) após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa à corda de segurança utilizada na atividade. O acidente ocorreu na conhecida Ponte do Esqueleto, local frequentemente utilizado para a prática de esportes radicais. Segundo as investigações iniciais, houve uma falha grave nos procedimentos de segurança antes do salto.
Vídeos gravados por pessoas que acompanhavam a atividade mostram o momento em que a jovem é impulsionada da plataforma e, somente após o salto, os instrutores percebem que ela não estava conectada ao equipamento de segurança. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local devido aos múltiplos traumas sofridos na queda.
A tragédia causou grande comoção nas redes sociais. Horas antes do acidente, Maria Eduarda havia compartilhado imagens da experiência e feito uma brincadeira em uma publicação: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. A frase ganhou repercussão após a confirmação da morte da jovem.
As autoridades seguem investigando o caso. Seis pessoas ligadas à realização da atividade foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos. Três delas permaneceram presas e podem responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.
Além da investigação criminal, a Prefeitura de Limeira informou que pretende acionar judicialmente a União, alegando falta de controle e fiscalização na área da ponte, considerada de responsabilidade federal. A administração municipal afirma que já havia solicitado medidas de segurança para o local antes da tragédia.
A morte de Maria Eduarda gerou forte repercussão em todo o estado e levantou discussões sobre a fiscalização de atividades de aventura e os protocolos de segurança exigidos para a prática de esportes radicais.


