Itatiba reforça prevenção contra a febre maculosa em áreas de risco

12 de agosto de 2026

A Secretaria de Saúde de Itatiba intensificou as ações de prevenção e monitoramento contra a febre maculosa, especialmente em parques, áreas de vegetação, trilhas e outros locais considerados de risco para a presença do carrapato-estrela. A mobilização ocorre durante o período de maior atenção para a doença, que costuma se estender até novembro.

Apesar de Itatiba não registrar casos de febre maculosa em 2026 até o momento, a Prefeitura reforça as orientações à população devido à maior circulação das formas jovens do carrapato-estrela, conhecidas como micuins. Esses parasitas são muito pequenos e podem passar despercebidos, sendo encontrados principalmente em áreas de vegetação e locais frequentados por animais como capivaras, cavalos e bois.

A doença é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. O risco aumenta em locais como gramados, arbustos, matas, trilhas e parques onde existe presença de animais que podem carregar o parasita. A febre maculosa apresenta elevada taxa de letalidade quando não é identificada e tratada rapidamente.

Monitoramento de áreas de risco

Durante o período de maior circulação do carrapato, o Departamento de Vigilâncias em Saúde de Itatiba reforça o trabalho de orientação das equipes de saúde. Os profissionais recebem atualizações sobre os sintomas da doença, protocolos de atendimento e procedimentos para a notificação de casos suspeitos.

As ações também incluem o monitoramento de áreas consideradas de risco, com buscas acarológicas para identificar e acompanhar a presença do carrapato-estrela. As equipes ainda realizam visitas aos locais previamente sinalizados para verificar as condições das placas de alerta e garantir que as orientações permaneçam visíveis para a população.

O trabalho é realizado em conjunto com o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE), fortalecendo as medidas de vigilância e prevenção no município.

Como evitar a picada

A principal recomendação é evitar, sempre que possível, locais com mato alto e presença conhecida de carrapatos. Quando a permanência nessas áreas for necessária, a orientação é utilizar roupas claras, calça comprida e blusas de mangas longas. A parte inferior da calça deve ser colocada para dentro das meias, e também é indicado o uso de botas.

As roupas claras facilitam a identificação do carrapato. Durante a permanência em uma área de risco, é recomendado examinar o corpo regularmente, inclusive a cada três horas, para verificar se algum parasita está preso à pele.

Caso um carrapato seja encontrado, ele deve ser retirado cuidadosamente com o auxílio de uma pinça, evitando esmagá-lo. Depois da remoção, é importante lavar as mãos e higienizar o local da picada. Quanto mais rapidamente o carrapato for retirado, menor é o risco de transmissão da doença.

Atenção aos sintomas

Os primeiros sinais da febre maculosa podem surgir entre dois e 14 dias após a picada. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos e sensação de desânimo. Também podem aparecer manchas avermelhadas pelo corpo e pequenas hemorragias na pele.

A orientação é procurar atendimento médico imediatamente caso esses sintomas apareçam após a permanência em uma área de risco ou depois de um possível contato com carrapatos. É importante informar ao profissional de saúde sobre a exposição, pois essa informação pode ajudar na identificação e no tratamento precoce da doença.

Segundo a Vigilância em Saúde, o reforço das ações tem como objetivo ampliar a conscientização dos moradores, reduzir o contato com o carrapato-estrela e garantir que eventuais casos suspeitos sejam identificados e atendidos rapidamente.

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