Homem é preso suspeito de torturar trabalhadores estrangeiros em oficina de SP

20 de agosto de 2026

Um homem de 30 anos, de nacionalidade boliviana, foi preso na noite desta quarta-feira (19), na Zona Leste de São Paulo, suspeito de manter trabalhadores estrangeiros em condições semelhantes à escravidão e de praticar agressões contra funcionários de uma oficina de costura.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito, identificado como Carlos Bustillos Nascimento, mantinha trabalhadores bolivianos em uma oficina localizada na Rua Olho D’Água do Borges. As vítimas têm entre 22 e 38 anos e, conforme as investigações, viviam no próprio local onde trabalhavam, em condições consideradas inadequadas.

As denúncias apontaram ainda que os funcionários não recebiam salários e eram submetidos a agressões físicas. A investigação também apura possíveis crimes de tortura e tráfico de pessoas.

Durante as diligências, a polícia teve acesso a imagens gravadas dentro da oficina que mostram uma das vítimas sendo agredida. De acordo com as informações divulgadas, o trabalhador teria sido atacado com socos, tapas e cabeçadas. O material passou a ser utilizado como uma das evidências na investigação.

Os trabalhadores foram localizados e resgatados pelas equipes policiais após as denúncias sobre as condições em que eram mantidos. O imóvel foi alvo da ação das autoridades, que passaram a reunir informações sobre a rotina de trabalho, as condições de alojamento e os episódios de violência relatados pelas vítimas.

O caso está sendo investigado pelo 24º Distrito Policial, na região da Ponte Rasa. O Ministério Público do Trabalho também foi acionado para acompanhar a apuração relacionada às condições trabalhistas.

Além da suspeita de tortura, o homem poderá responder por outros crimes investigados pela polícia, entre eles tráfico de pessoas, manutenção de trabalhadores em condições inadequadas e possíveis irregularidades relacionadas às contribuições previdenciárias.

O suspeito permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia. A investigação continua para esclarecer a extensão das irregularidades, identificar outras possíveis vítimas e verificar se houve participação de outras pessoas no esquema.

A defesa de Carlos Bustillos Nascimento ainda não havia sido localizada para se manifestar sobre as acusações até a publicação das informações consultadas.

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