Homem é preso 11 anos após morte de estudante em Itatiba
Um homem foi preso em Itatiba, no interior de São Paulo, 11 anos após a morte da estudante Victoria Natalini, encontrada sem vida durante uma excursão escolar em 2015. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que voltou a analisar a possível participação dele no caso.
Victoria tinha 16 anos quando desapareceu durante uma atividade da Escola Waldorf Rudolf Steiner na Fazenda Pereiras. Segundo as informações divulgadas na época, ela se afastou do grupo para ir ao banheiro e não retornou. O corpo foi localizado posteriormente em uma área de mata da propriedade.
Inicialmente, a investigação não apontou homicídio e a causa da morte foi tratada como indeterminada. O pai da jovem, porém, contestou a conclusão e contratou uma perícia particular. A nova análise apontou asfixia como causa da morte, contribuindo para a retomada das investigações sob a hipótese de homicídio.
O homem preso, identificado como Francisco, já havia aparecido nas investigações realizadas após a morte de Victoria. Com a reabertura do caso, novos depoimentos levaram os investigadores a analisar novamente uma possível ligação dele com a morte da estudante.
A prisão temporária, no entanto, foi determinada por suspeitas relacionadas a crimes sexuais contra duas crianças. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, policiais do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Divisão de Capturas do Dope, cumpriram mandado de prisão e de busca e apreensão. O suspeito foi localizado em Itatiba e levado para a carceragem do 2º Distrito Policial da capital.
As novas acusações não comprovam, por si só, a participação do homem na morte de Victoria. A investigação ainda busca esclarecer se existe relação entre o suspeito e o crime ocorrido em 2015.
Em fevereiro de 2026, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça determinou que a Escola Waldorf Rudolf Steiner pagasse R$ 1 milhão em indenização à família da estudante. O tribunal apontou falhas relacionadas à supervisão durante a excursão e ao tempo levado para perceber o desaparecimento da adolescente.
A escola informou que acompanha os novos desdobramentos e espera que as investigações contribuam para esclarecer definitivamente o caso. A instituição também afirmou que colaborou com as autoridades desde o início e ressaltou que o homem preso não possui vínculo com a escola.


