Teve início nesta segunda-feira (27) e segue até quinta-feira (30) uma ampla ação de fiscalização em Bragança Paulista promovida pelo Crea-SP, com apoio da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Região Bragantina (AEA Bragança).
A operação tem como meta vistoriar mais de 220 condomínios residenciais e comerciais, incluindo prédios e casas. O foco é verificar a regularidade de empresas, profissionais e prestadores de serviços responsáveis por atividades técnicas vinculadas ao Sistema Confea/Crea.
De acordo com o conselho, Bragança Paulista foi escolhida para a ação estratégica devido ao grande número de condomínios no município. O objetivo principal é reforçar a segurança em ambientes coletivos, garantindo que serviços essenciais sejam executados por profissionais habilitados e devidamente registrados.
A força-tarefa conta com a atuação de 15 agentes fiscais, distribuídos em diferentes pontos da cidade. Antes do início das vistorias, uma reunião foi realizada na sede da AEA Bragança — que também abriga o CREA-LAB — para definir a estratégia de atuação e otimizar o trabalho das equipes.
Durante as inspeções, os fiscais verificam se serviços como manutenção de elevadores, sistemas de ar-condicionado, energia solar, carregadores de veículos elétricos, grupos geradores e sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (para-raios) possuem registro no conselho e a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
Segundo a superintendente de Fiscalização do Crea-SP, engenheira Maria Edith dos Santos, a iniciativa também tem caráter educativo. “A ação busca conscientizar síndicos, administradoras e a sociedade sobre os riscos de serviços informais. A contratação de profissionais habilitados garante o cumprimento das normas técnicas e maior segurança”, destacou.
Na semana anterior, o conselho promoveu uma reunião preparatória com administradores de condomínios, incorporadores e síndicos profissionais para apresentar os objetivos da operação.
Para o gerente regional do Crea-SP, engenheiro Guilherme Del Nero, a fiscalização também contribui para proteger os gestores. “Muitas vezes, por falta de informação, são contratados serviços sem registro ou sem ART. Ao exigir a habilitação, o síndico se resguarda juridicamente e garante que o serviço siga as normas de engenharia e segurança”, explicou.
A iniciativa busca elevar o padrão dos serviços técnicos na região, combater o exercício ilegal da profissão e reduzir riscos de falhas estruturais e acidentes.