Flávio promete levar Brasil ao Escudo de Trump

8 de outubro de 2026

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende incluir o Brasil no Escudo das Américas, aliança de cooperação em segurança liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso seja eleito no segundo turno das eleições de 2026.

A declaração foi feita durante uma conversa com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e divulgada nesta quarta-feira (7). A campanha de Flávio confirmou a intenção de integrar o Brasil à iniciativa, que reúne países latino-americanos em ações de combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas.

Segundo Flávio, uma eventual participação brasileira permitiria ampliar a cooperação com a Colômbia e outros países, principalmente por meio do compartilhamento de informações de inteligência e de ações conjuntas contra organizações criminosas.

O candidato também afirmou que pretende adotar uma política mais rígida de combate às facções criminosas no Brasil. Entre os grupos citados estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O Escudo das Américas foi criado sob liderança do governo Trump e reúne países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago, além dos Estados Unidos. Brasil e México estão fora da coalizão atualmente.

Em setembro, os países participantes se reuniram com Trump em Nova York e assinaram uma declaração conjunta sobre o combate a organizações criminosas. O documento também tratou de medidas contra grupos classificados como narcoterroristas, incluindo PCC e CV.

A aproximação de Flávio com a agenda de segurança dos Estados Unidos ganhou força nos últimos meses. Em maio, ele esteve em Washington e defendeu que as duas principais facções brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Caso eleito, Flávio pretende ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, especialmente nas regiões de fronteira, usando o intercâmbio de informações entre os países como uma das estratégias de segurança.