Flávio critica reajuste do Bolsa Família e depois promete mantê-lo

18 de setembro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende manter o reajuste de 15,04% do Bolsa Família caso seja eleito presidente da República. A declaração veio após críticas feitas por ele ao aumento anunciado pelo governo federal.

O reajuste foi anunciado pelo governo na quinta-feira e eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O valor médio estimado do programa passará de R$ 675 para R$ 777. A correção foi calculada com base na inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

Segundo o UOL, Flávio havia criticado inicialmente a medida e questionado o anúncio próximo ao primeiro turno das eleições. Posteriormente, declarou que manteria os novos valores do programa e afirmou que pretende ampliar ações voltadas aos beneficiários.

O reajuste passa a produzir efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, com os novos valores incluídos na folha de outubro. O calendário do programa prevê os primeiros pagamentos com a atualização a partir de 19 de outubro.

A discussão ocorre durante a campanha eleitoral de 2026. A afirmação de Flávio representa uma declaração de intenção sobre a manutenção dos valores atualmente anunciados; eventual implementação dependeria das regras orçamentárias e das decisões de um futuro governo.