O ex-secretário de Assistência Social de Valinhos, Thiago Henrique Maia Soratto, que integrou a gestão da ex-prefeita Capitã Lucimara, foi preso na madrugada deste sábado (30) após uma perseguição policial que começou em Campinas e terminou em Valinhos.
Soratto também é conhecido por sua atuação política no município. Em 2020, disputou a Prefeitura de Valinhos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e, nas eleições municipais de 2024, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal pela mesma legenda, mas não conseguiu se eleger.
De acordo com informações da Polícia Militar, a perseguição teve início após o motorista ser flagrado dirigindo de forma perigosa. Durante o trajeto, ele teria trafegado em alta velocidade, realizado manobras arriscadas e seguido por trechos na contramão, colocando em risco outros motoristas e pedestres.
A fuga terminou no bairro Vila Nova, em Valinhos, quando o condutor perdeu o controle do veículo e colidiu violentamente contra um poste. Com a força do impacto, a parte dianteira do automóvel ficou completamente destruída. O poste atingido foi derrubado, espalhando fios da rede elétrica pela via e causando transtornos na região.
Segundo a PM, durante a abordagem os policiais constataram que Soratto apresentava sinais compatíveis com embriaguez. Ainda conforme o registro da ocorrência, ele foi convidado a realizar o teste do bafômetro, mas recusou o procedimento.
Os policiais também informaram que encontraram porções de drogas no interior do veículo durante a vistoria realizada após o acidente. O material foi apreendido e encaminhado para análise.
Após receber atendimento e passar pelos procedimentos necessários, o ex-secretário foi conduzido à delegacia, onde a ocorrência foi registrada. Ele permaneceu preso e ficou à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.
Em nota, a defesa de Thiago Henrique Maia Soratto informou que acompanha os desdobramentos do caso e já está atuando junto às autoridades responsáveis para esclarecer os fatos.
Os advogados afirmaram ainda que qualquer manifestação será realizada exclusivamente nos autos do processo, em respeito aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência.
A defesa também destacou que os fatos ainda serão investigados pelas autoridades competentes e que, neste momento, considera prematura qualquer conclusão definitiva sobre o caso, reforçando que todas as circunstâncias deverão ser apuradas ao longo da investigação.