Diabetes tipo 1 avança entre crianças e adolescentes em SP
O aumento das internações por diabetes entre crianças e adolescentes no estado de São Paulo acende um alerta para a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico desde a infância.
O diabetes é uma doença crônica que exige cuidados contínuos e pode provocar complicações quando não é diagnosticado ou controlado adequadamente. Entre os fatores associados ao avanço dos casos estão o sedentarismo, a obesidade e os hábitos alimentares inadequados.
A prevenção envolve a adoção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas e o acompanhamento periódico da saúde. Para crianças e adolescentes, a orientação é incentivar brincadeiras e exercícios, reduzir o tempo excessivo diante de telas e priorizar alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes.
Entre 2022 e 2025, as hospitalizações por diabetes tipo 1 nessa faixa etária passaram de 1.348 para 1.980 casos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. O crescimento foi mais expressivo entre jovens de 10 a 14 anos, grupo que concentrou 41% das internações.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que compromete a produção de insulina pelo organismo. O tratamento exige aplicação diária do hormônio, monitoramento frequente da glicemia e acompanhamento regular por profissionais de saúde.
Pais e responsáveis devem ficar atentos aos principais sinais da doença em crianças e adolescentes:
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Sede excessiva;
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Fome frequente, mesmo com perda de peso;
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Aumento da frequência e do volume da urina, inclusive durante a noite;
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Visão embaçada;
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Fraqueza e falta de disposição para as atividades diárias.
O diagnóstico precoce é importante para iniciar o tratamento e reduzir o risco de complicações. Quando não é controlado, o diabetes pode afetar os olhos, os rins, os vasos sanguíneos e os nervos.
Hospital realiza mutirão de prevenção
O Hospital Infantil Darcy Vargas, referência estadual no atendimento a crianças e adolescentes com diabetes, promoveu neste mês um mutirão com 55 pacientes para identificar precocemente possíveis complicações da doença.
A ação incluiu avaliações de oftalmologia, odontologia e enfermagem, além de orientações para pacientes e familiares. O acompanhamento busca identificar alterações que podem surgir ao longo do tempo, especialmente nos olhos, nos rins e na sensibilidade dos pés.


