Crianças e adolescentes terão atendimento ampliado de saúde mental pelo SUS

8 de junho de 2026

Crianças e adolescentes de todo o país passam a contar com acesso garantido a programas de prevenção, diagnóstico e tratamento de transtornos e agravos relacionados à saúde mental por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e promove uma atualização importante no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fortalecendo a proteção à saúde física e emocional da população infantojuvenil.

Com a nova legislação, o poder público deverá assegurar atendimento integral e contínuo para crianças e adolescentes que necessitem de acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou psicossocial. O acesso aos serviços será gratuito ou subsidiado pelo SUS, incluindo todos os recursos terapêuticos considerados necessários para cada caso.

Os programas de saúde mental deverão oferecer desde a atenção psicossocial básica até os serviços especializados, abrangendo também atendimentos de urgência e emergência. O objetivo é garantir assistência adequada tanto para situações de sofrimento emocional quanto para transtornos mentais que exijam acompanhamento prolongado.

A medida também prevê o fortalecimento da rede de atendimento, com ações voltadas à prevenção, acolhimento e identificação precoce de sinais de risco. Entre os focos estão questões como ansiedade, depressão, automutilação, transtornos comportamentais, uso de substâncias psicoativas e outras condições que afetam a saúde mental de crianças e adolescentes.

Outro ponto importante da nova norma é a capacitação permanente dos profissionais que atuam na área. Médicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, educadores e demais trabalhadores da rede pública receberão formação específica para identificar sinais de sofrimento psíquico, realizar encaminhamentos adequados e acompanhar os pacientes de forma mais eficiente.

A iniciativa busca ampliar o cuidado com a saúde mental desde a infância, promovendo um atendimento humanizado e integrado, além de contribuir para a redução dos impactos emocionais e sociais que podem comprometer o desenvolvimento de crianças e adolescentes ao longo da vida.

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