Criança morre após engasgo em imóvel de Várzea Paulista
Uma criança morreu após sofrer um engasgo na tarde desta quarta-feira (26), em um imóvel localizado no Jardim América, em Várzea Paulista. Após o atendimento da ocorrência, as autoridades constataram que o endereço recebia outras crianças sob os cuidados de duas mulheres e funcionava, segundo o registro, como uma espécie de creche sem regularização. O local também apresentava condições consideradas inadequadas de higiene e segurança.
O chamado foi recebido pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) às 15h51. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas imediatamente para prestar socorro.
Enquanto as equipes se deslocavam para o endereço, o sargento Helder, da Supervisão do Corpo de Bombeiros, conseguiu estabelecer contato por videochamada com uma das responsáveis pelo imóvel. Durante a ligação, ele passou orientações para a realização dos primeiros socorros enquanto o atendimento presencial não chegava.
Policiais que estavam nas proximidades também foram direcionados para a ocorrência. A primeira equipe chegou ao imóvel às 15h59 e iniciou imediatamente as manobras de emergência na tentativa de reanimar a criança.
Na sequência, uma equipe da Força Tática realizou o transporte da vítima para o Hospital Universitário de Jundiaí. O deslocamento ocorreu em caráter emergencial, enquanto as equipes mantinham os procedimentos de reanimação durante o trajeto.
A criança chegou à unidade hospitalar às 16h15 e recebeu atendimento médico. Apesar das tentativas de reanimação realizadas desde o primeiro atendimento, durante o transporte e posteriormente no hospital, a equipe médica constatou o óbito.
Durante as diligências, policiais ouviram responsáveis e testemunhas para reunir informações sobre o que havia acontecido no imóvel e esclarecer a dinâmica do engasgo.
Os agentes também verificaram que outras crianças permaneciam no endereço sob os cuidados de duas mulheres. Conforme o registro da ocorrência, o espaço funcionava de maneira irregular como uma creche e apresentava condições consideradas inadequadas para receber crianças.
Diante da situação, a Polícia Militar acionou o Conselho Tutelar, e a perícia foi solicitada para analisar o imóvel e as circunstâncias relacionadas à ocorrência. As demais crianças foram retiradas do local e entregues aos pais ou responsáveis, com acompanhamento do Conselho Tutelar.
A Polícia Civil também foi comunicada e deverá conduzir as investigações. O objetivo é esclarecer detalhadamente como ocorreu o engasgo, verificar as condições do imóvel e apurar se houve eventual responsabilidade relacionada aos cuidados e à permanência das crianças no endereço.
Novas diligências deverão ser realizadas para esclarecer todos os fatos e determinar as circunstâncias que levaram à morte da criança.


