Casos de dengue caem 92,9% em Várzea Paulista

3 de setembro de 2026

Várzea Paulista registrou uma queda de 92,9% nos casos confirmados de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Unidade Gestora Municipal de Saúde, o município contabilizou 94 casos confirmados neste ano, contra 1.323 registros no mesmo período de 2025.

Até o levantamento mais recente, realizado em agosto, foram 163 casos notificados em Várzea Paulista. Desse total, 94 foram confirmados e os demais descartados. O município também não tinha, naquele momento, casos de dengue em investigação.

Outro dado positivo é que não foram registrados casos graves ou mortes provocadas pela doença em 2026 no município. Apesar da redução expressiva, as autoridades de saúde reforçam que as ações de prevenção precisam continuar, já que a presença do mosquito Aedes aegypti mantém o risco de novos casos.

Prefeitura mantém combate ao Aedes aegypti

A redução dos registros ocorre em meio à continuidade das ações de prevenção e controle realizadas pelas equipes municipais. Entre as estratégias estão visitas domiciliares, identificação e eliminação de possíveis criadouros, monitoramento de locais considerados estratégicos e aplicação de medidas de controle químico e vetorial.

Em 2026, as equipes de saúde já realizaram 19.337 visitas a residências de Várzea Paulista. O trabalho é desenvolvido em conjunto com agentes comunitários de saúde, que percorrem os imóveis para verificar quintais, recipientes e outros pontos que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.

Durante as visitas, além da inspeção dos imóveis, os profissionais orientam os moradores sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do Aedes aegypti e distribuem materiais educativos.

A estratégia é considerada importante porque grande parte dos criadouros pode estar dentro ou nas proximidades das próprias residências. Por isso, a participação dos moradores é fundamental para manter os índices de infestação sob controle.

Município monitora áreas de risco

Além das visitas às casas, a Vigilância em Saúde realiza o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), metodologia utilizada pelo Ministério da Saúde para avaliar a presença do mosquito e identificar áreas com maior risco de transmissão.

O município também realiza ciclos anuais de amostragem em áreas estratégicas definidas pelo Estado, além de manter o monitoramento de pontos estratégicos e imóveis especiais, locais que podem apresentar maior possibilidade de formação de criadouros.

Entre os espaços considerados prioritários estão pátios de veículos e cooperativas de reciclagem, que recebem vistorias quinzenais. Imóveis especiais, especialmente aqueles com grande circulação de pessoas, também são acompanhados pelas equipes municipais.

Quando necessário, são adotadas medidas de controle químico e vetorial, incluindo aplicação de inseticidas em pontos estratégicos. A finalidade é interromper o ciclo de reprodução do mosquito e reduzir a possibilidade de sua dispersão para áreas próximas.

Vacinação continua disponível

Além do trabalho de combate aos criadouros, Várzea Paulista mantém a vacinação contra a dengue para o público definido na estratégia vigente.

A vacina Qdenga está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Até o levantamento divulgado pela Prefeitura, 5.303 doses haviam sido aplicadas em 2026.

Desse total, 3.558 foram referentes à primeira dose e 1.745 à segunda. A cobertura registrada era de 46,77% para a primeira dose e 22,90% para a segunda dose.

A vacinação é considerada mais uma ferramenta de proteção contra a doença, mas não substitui os cuidados para eliminar os criadouros do mosquito.

Moradores têm papel fundamental

Mesmo com a queda superior a 90% nos casos confirmados, a Prefeitura alerta para a necessidade de manter os cuidados durante todo o ano. O mosquito transmissor da dengue também pode transmitir outras doenças, como zika e chikungunya.

Entre as principais medidas estão evitar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água devidamente tampadas, limpar calhas, cuidar de vasos de plantas e manter quintais e áreas externas livres de objetos que possam se transformar em criadouros.

A população também pode comunicar possíveis focos às equipes municipais. As solicitações e manifestações relacionadas à saúde podem ser encaminhadas à Ouvidoria do SUS de Várzea Paulista.

O atendimento presencial funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h, na Rua João Póvoa, nº 97. Também é possível entrar em contato pelo telefone (11) 4606-8110 ou pelo e-mail ouvidoria.sus@varzeapaulista.sp.gov.br.

A queda de 1.323 para 94 casos confirmados representa um avanço significativo no controle da dengue em Várzea Paulista. Ainda assim, a manutenção das ações de fiscalização, vacinação e eliminação de criadouros continua sendo essencial para evitar uma nova elevação dos registros nos próximos meses.

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