Brasil terá novo medicamento que pode retardar avanço do Alzheimer a partir de junho

24 de abril de 2026

O Brasil se prepara para receber, em junho, o lecanemabe, considerado o primeiro tratamento capaz de atuar diretamente na progressão do Alzheimer. Diferente das terapias tradicionais, que aliviam apenas os sintomas, o novo fármaco age no cérebro combatendo as proteínas beta-amiloides responsáveis pela destruição dos neurônios, marcando um avanço importante na medicina e trazendo esperança para milhões de famílias.

 Estudos indicam que o medicamento pode retardar o declínio cognitivo em pacientes nas fases iniciais da doença. Aplicado por infusão intravenosa, o tratamento atua na remoção das placas tóxicas do cérebro, contribuindo para mais tempo de qualidade de vida. Especialistas ressaltam que, embora não represente a cura definitiva, o avanço é significativo, especialmente para quem recebe o diagnóstico precoce.

 Apesar dos benefícios, o acesso ainda é um desafio. O custo elevado — que pode ultrapassar os R$ 10 mil por mês — e a necessidade de acompanhamento médico rigoroso limitam a utilização. Além disso, a incorporação do tratamento ao sistema público e aos planos de saúde ainda depende de avaliações regulatórias e econômicas no Brasil.

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