Acusado de matar casal a facão em Bragança vai a júri
A Justiça determinou que Ricardo Frederico da Silva Pinto seja julgado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de um casal em um sítio na zona rural de Bragança Paulista. As vítimas, Ana Paula da Silva Albino, de 50 anos, e José Hermínio Almeida Santos, de 65, foram mortas em maio de 2025.
A decisão de pronúncia foi assinada pelo juiz Carlos Henrique Scala de Almeida no dia 20 de outubro. O magistrado considerou que existem indícios suficientes de autoria para que o acusado seja levado a julgamento popular. A prisão preventiva foi mantida, e a data do júri ainda não foi definida.
Ricardo responde por dois homicídios qualificados, com as agravantes de emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Crime ocorreu na zona rural
Segundo a denúncia, o crime aconteceu na madrugada de 25 de maio de 2025, no Sítio Santo Antônio, localizado no bairro Biriçá do Valado.
Na noite anterior, o casal teria estado em um bar da região acompanhado do acusado, conhecido como “Paulinho”. De acordo com a investigação, os três deixaram o estabelecimento entre 2h30 e 3h30 e seguiram para a propriedade rural onde as vítimas moravam.
A acusação sustenta que Ricardo atacou o casal com instrumentos cortantes. Ana Paula foi encontrada morta na área externa do sítio, perto de um tanque, enquanto José Hermínio estava em um cômodo da residência.
Os laudos necroscópicos apontaram múltiplas lesões nos corpos, e as mortes foram atribuídas aos traumatismos provocados pelos golpes.
Investigação reuniu evidências genéticas
Durante as investigações, exames periciais identificaram o perfil genético do acusado em latas de cerveja encontradas na residência das vítimas. Também foi constatada compatibilidade entre o material genético dele e vestígios masculinos localizados sob as unhas de Ana Paula.
A apuração apontou ainda que o suspeito utilizava os nomes Paulo ou Paulinho na região e, segundo a investigação, recorria aos dados de um irmão falecido para ocultar sua identidade.
Ricardo já era considerado foragido da Justiça. Após receber uma intimação policial durante as investigações, ele deixou o local onde trabalhava e foi localizado posteriormente na cidade de São Paulo.
No interrogatório judicial, o acusado negou ter cometido os assassinatos. A Defensoria Pública, responsável por sua defesa, informou que as teses defensivas serão apresentadas durante o julgamento.
Com a decisão judicial, o caso será submetido ao Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal do réu. Até o momento, não há data definida para a sessão.


