19 guardas são afastados após morte em Franco da Rocha
Dezenove agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Franco da Rocha foram afastados cautelarmente das atividades operacionais após a morte de um homem encontrado em uma área de mata no Parque Montreal. O caso aconteceu após uma ocorrência envolvendo o acompanhamento de uma motocicleta no dia 7 de setembro e está sendo investigado pelas autoridades.
Segundo relatos apresentados à polícia, uma equipe da GCM realizava patrulhamento pelo bairro por volta das 15h quando localizou uma motocicleta com dois ocupantes. Ao perceberem a aproximação da viatura, os dois homens teriam iniciado uma fuga.
Durante o acompanhamento, a motocicleta entrou em uma rua sem saída, mas conseguiu escapar da equipe. Conforme relatos de testemunhas, um dos guardas teria desembarcado da viatura e efetuado um disparo na direção dos ocupantes. A dupla continuou a fuga.
Na sequência, já na Avenida Canadá, o passageiro teria descido da motocicleta e entrado em uma área de mata. O condutor seguiu com o veículo. Posteriormente, o homem que teria entrado na mata foi encontrado caído, com um ferimento provocado por arma de fogo na região das costas.
Na manhã de 8 de setembro, por volta das 7h, policiais militares da 1ª Companhia do 26º Batalhão foram acionados por moradores e localizaram o corpo em uma área de mata próxima a um escadão, na Avenida Canadá. O local foi preservado para a realização dos trabalhos de investigação.
Moradores informaram à polícia que o disparo poderia ter sido efetuado por um integrante da Guarda Civil durante a ocorrência do dia anterior. A mãe da vítima também procurou as autoridades e apresentou informações sobre o caso.
Como parte das medidas adotadas, 19 guardas municipais foram afastados temporariamente das atividades de rua e 19 armas de fogo foram recolhidas para averiguação. Segundo informações divulgadas pelo Portal Dois Pontos, o Ministério Público determinou que o comando da corporação adotasse providências.
O afastamento dos agentes é de caráter administrativo e cautelar e não significa, neste momento, que todos tenham participação na morte. A investigação deverá apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar eventual responsabilidade individual.
Até o momento, o responsável pelo disparo não havia sido oficialmente identificado. Também não havia confirmação sobre a existência de imagens que possam esclarecer de forma conclusiva quem efetuou o tiro.
A Prefeitura de Franco da Rocha foi procurada para se manifestar sobre o caso, mas, segundo a publicação original, não havia respondido até o fechamento da reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.


