19 guardas são afastados após morte em Franco da Rocha

16 de setembro de 2026

Dezenove agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Franco da Rocha foram afastados cautelarmente das atividades operacionais após a morte de um homem encontrado em uma área de mata no Parque Montreal. O caso aconteceu após uma ocorrência envolvendo o acompanhamento de uma motocicleta no dia 7 de setembro e está sendo investigado pelas autoridades.

Segundo relatos apresentados à polícia, uma equipe da GCM realizava patrulhamento pelo bairro por volta das 15h quando localizou uma motocicleta com dois ocupantes. Ao perceberem a aproximação da viatura, os dois homens teriam iniciado uma fuga.

Durante o acompanhamento, a motocicleta entrou em uma rua sem saída, mas conseguiu escapar da equipe. Conforme relatos de testemunhas, um dos guardas teria desembarcado da viatura e efetuado um disparo na direção dos ocupantes. A dupla continuou a fuga.

Na sequência, já na Avenida Canadá, o passageiro teria descido da motocicleta e entrado em uma área de mata. O condutor seguiu com o veículo. Posteriormente, o homem que teria entrado na mata foi encontrado caído, com um ferimento provocado por arma de fogo na região das costas.

Na manhã de 8 de setembro, por volta das 7h, policiais militares da 1ª Companhia do 26º Batalhão foram acionados por moradores e localizaram o corpo em uma área de mata próxima a um escadão, na Avenida Canadá. O local foi preservado para a realização dos trabalhos de investigação.

Moradores informaram à polícia que o disparo poderia ter sido efetuado por um integrante da Guarda Civil durante a ocorrência do dia anterior. A mãe da vítima também procurou as autoridades e apresentou informações sobre o caso.

Como parte das medidas adotadas, 19 guardas municipais foram afastados temporariamente das atividades de rua e 19 armas de fogo foram recolhidas para averiguação. Segundo informações divulgadas pelo Portal Dois Pontos, o Ministério Público determinou que o comando da corporação adotasse providências.

O afastamento dos agentes é de caráter administrativo e cautelar e não significa, neste momento, que todos tenham participação na morte. A investigação deverá apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar eventual responsabilidade individual.

Até o momento, o responsável pelo disparo não havia sido oficialmente identificado. Também não havia confirmação sobre a existência de imagens que possam esclarecer de forma conclusiva quem efetuou o tiro.

A Prefeitura de Franco da Rocha foi procurada para se manifestar sobre o caso, mas, segundo a publicação original, não havia respondido até o fechamento da reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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