Venda do lixo atômico de Itu é cancelada após seis adiamentos e nenhuma proposta

9 de abril de 2026

O processo de venda das cerca de 3,5 mil toneladas de resíduo radioativo de baixa intensidade armazenadas em Itu (SP) foi encerrado sem sucesso após seis adiamentos e nenhuma proposta de compra apresentada. A informação foi confirmada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

O material — conhecido popularmente como “lixo atômico” — está estocado há quase 50 anos no sítio São Bento, na zona rural de Itu, desde a década de 1970. A tentativa de venda visava transferir a chamada “Torta 2”, um resíduo do tratamento do minério de monazita que contém urânio, tório e terras-raras.

O edital para a oferta pública foi prorrogado seis vezes ao longo de quase dois anos, mas mesmo assim não houve interessados até o último prazo, que venceu em 13 de março de 2026. A INB informou que não haverá nova prorrogação, embora esteja avaliando internamente a possibilidade de um novo processo de oferta pública no futuro.

Uma tentativa anterior de vender o mesmo material em 2013, inclusive para uma empresa chinesa, também não foi concluída por falta de licenças ambientais.

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