As Testemunhas de Jeová anunciaram mudanças em suas orientações sobre transfusão de sangue, permitindo novas possibilidades em procedimentos médicos — mas sem alterar totalmente a doutrina tradicional.
A principal novidade é que os fiéis passam a poder utilizar o próprio sangue em tratamentos médicos, desde que ele seja retirado, armazenado e posteriormente reinfundido no próprio paciente, como em cirurgias programadas.
Apesar dessa flexibilização, a religião continua proibindo a transfusão de sangue de outras pessoas, mantendo a base de sua crença de que o sangue deve ser preservado conforme interpretações bíblicas.
Segundo um dos líderes do grupo, Gerrit Lösch, a decisão também reforça que cada membro pode avaliar individualmente como lidar com tratamentos médicos envolvendo o próprio sangue.
A organização afirma que a mudança não altera o princípio central da doutrina, que considera o sangue sagrado. Ainda assim, a atualização tem gerado debates, principalmente entre ex-integrantes, que avaliam que as novas regras ainda são restritivas em situações de emergência.
As Testemunhas de Jeová reúnem milhões de seguidores no mundo, incluindo cerca de 900 mil no Brasil, e são conhecidas por sua posição histórica contrária às transfusões de sangue.