A safrinha de uva na região de Louveira e Indaiatuba deve ser encerrada com saldo positivo para os produtores, apesar dos desafios enfrentados ao longo da temporada. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a produção apresentou recuperação gradual entre os meses de março e junho, superando problemas climáticos e fitossanitários registrados no início do ciclo.
Segundo a análise, os viticultores da região enfrentaram dificuldades causadas pelas condições climáticas, que favoreceram a incidência de doenças e afetaram parte da qualidade dos cachos durante as primeiras etapas da produção. Mesmo assim, ao longo da safra, as lavouras apresentaram melhora, permitindo uma recuperação da oferta e resultados considerados satisfatórios para o setor.
Apesar do desempenho positivo da produção, a demanda continua sendo um dos principais pontos de atenção para os produtores. O ritmo de comercialização não acompanhou plenamente a recuperação da oferta, gerando preocupação em relação ao escoamento da safra e à sustentação dos preços no mercado. Especialistas apontam que o consumo ainda apresenta oscilações, exigindo cautela dos agricultores no planejamento das próximas etapas da atividade.
A região de Louveira e Indaiatuba é uma das mais tradicionais produtoras de uva do Estado de São Paulo, com destaque para a variedade Niagara, amplamente comercializada tanto para consumo in natura quanto para processamento. A atividade tem forte importância econômica e turística para os municípios, especialmente durante os períodos de colheita e realização de festas ligadas à cultura da uva.
Mesmo diante das incertezas relacionadas ao mercado consumidor, o balanço da temporada é considerado favorável pelos pesquisadores do Cepea, que destacam a capacidade de recuperação dos pomares e a manutenção da atividade em níveis satisfatórios durante a safrinha de 2026.

