Homem preso em Itupeva após companheira pedir socorro pela agenda da filha responde a 11 inquéritos

4 de dezembro de 2025

O homem de 40 anos detido em Itupeva após ser denunciado pela companheira por agressões responde a 11 inquéritos criminais, segundo a Polícia Civil. Entre os registros, há investigações por violência contra outras mulheres e uma condenação anterior por roubo qualificado.

A vítima, de 26 anos, utilizou a agenda escolar da filha de quatro anos para pedir ajuda na segunda-feira (1º), após ter o celular confiscado pelo companheiro. A equipe escolar descobriu o bilhete e acionou a Guarda Civil Municipal (GCM) depois que a criança chegou chorando à unidade.

Prisão após tentativa de fuga

Após ser informado sobre a denúncia, o suspeito foi localizado, mas fugiu durante a tentativa de abordagem da GCM. Horas depois, apresentou-se no Plantão Policial, onde acabou preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal qualificada, ameaça e violência doméstica. Ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde aguarda audiência de custódia.

Como o caso aconteceu

Segundo o boletim de ocorrência, a agressão teve início após uma discussão envolvendo as filhas. Durante o conflito, o homem teria arremessado um copo de vidro, que atingiu a testa da vítima. Exames e fotos anexadas ao inquérito apontam lesões na testa, panturrilha e joelho.

A mulher afirmou ainda ter levado uma coronhada de revólver calibre 38 no joelho e relatou ter sido ameaçada com uma faca. O suspeito, por sua vez, alegou que a discussão começou porque a companheira teria agredido a filha de um ano e oito meses do casal.

Pedido de socorro e tentativa de fuga

Quando foi buscar a filha na escola acompanhada do suspeito, a vítima viu uma viatura da GCM e correu em direção aos agentes pedindo ajuda. O homem fugiu de carro do local, mas acabou se entregando posteriormente.

Relação marcada por histórico de violência

O casal estava junto há cerca de três anos. Em 2023, a mulher chegou a obter medidas protetivas de urgência, mas as restrições foram revogadas em 2024 após uma reconciliação.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

Compartilhe