A administração do prefeito Gustavo Martinelli já soma ao menos dez exonerações no alto escalão em pouco mais de um ano e três meses de mandato — um volume que, segundo levantamento recente, não encontra precedentes nas últimas quatro décadas em Jundiaí.
Entre as mudanças mais significativas está a saída do vice-prefeito Ricardo Benassi das secretarias de Governo e Finanças. A pasta de Finanças também teve a exoneração de José Roberto Rizzotti. Já a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas se tornou símbolo da rotatividade, com três nomes à frente no período: Lucas Lusvarghi, Luiz Henrique Toresin e, atualmente, Emilly Scapinelli.
Outros integrantes que deixaram a gestão incluem Marcos Galdino, José Carlos Sacramone, Edney Duarte Junior e André Ferrazo.
Na FUMAS, Jefferson Coimbra deixou o comando ao assumir outra função, sendo substituído por Kelly Galbieri. Já na DAE Jundiaí, Roberto Delguelmo foi desligado em meio a problemas relacionados ao abastecimento e à qualidade da água.
O número elevado de mudanças em um curto período levanta questionamentos sobre a estabilidade administrativa e a continuidade das políticas públicas no município.
Diante desse cenário, cresce uma reflexão inevitável: o problema está nos secretários ou na condução do governo?