Cientistas desenvolvem rim universal compatível com qualquer tipo sanguíneo

2 de abril de 2026

Um avanço científico pode transformar o futuro dos transplantes: pesquisadores conseguiram criar um rim considerado “universal”, capaz de ser aceito por pacientes de qualquer tipo sanguíneo.

O estudo, conduzido por cientistas do Canadá e da China, utilizou enzimas especiais para remover os antígenos — moléculas que determinam o tipo sanguíneo — da superfície do órgão. Com isso, um rim do tipo A foi convertido em tipo O, considerado doador universal.

Na prática, essas enzimas funcionam como “tesouras microscópicas”, eliminando as marcas que fazem o organismo rejeitar o órgão transplantado. Assim, o sistema imunológico passa a não reconhecer o rim como estranho.

O procedimento já foi testado em um paciente com morte cerebral, com autorização da família. O órgão funcionou por alguns dias, demonstrando que a técnica é viável, embora ainda esteja em fase experimental.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas ainda enfrentam desafios. Em testes, o rim voltou a apresentar características do tipo sanguíneo original após alguns dias, o que provocou reação do organismo.

Mesmo assim, a descoberta é vista como um marco na medicina. A expectativa é que, no futuro, a técnica ajude a reduzir as longas filas por transplantes e aumente as chances de pacientes encontrarem um órgão compatível, salvando milhares de vidas.

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