Caso do cão Orelha: delegado diz “estar tranquilo” com apuração

11 de fevereiro de 2026

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, passou a ser alvo de um procedimento investigatório do Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MPSC) após a conclusão das investigações sobre o caso do cão “Orelha”.

A 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, instaurou a apuração para averiguar a conduta de Gabriel no curso das investigações. O objetivo é verificar se o chefe da corporação cometeu possíveis abuso de autoridade, violação de sigilo funcional ou ato de improbidade administrativa ao divulgar ou tratar informações que deveriam permanecer em sigilo.

Segundo o MP-SC, a iniciativa foi motivada por diversas representações recebidas contra o delegado-geral depois que a investigação sobre o caso ganhou repercussão pública. A Promotoria está avaliando se há indícios suficientes para a abertura de um inquérito civil que pode resultar em ações judiciais ou medidas administrativas.

No procedimento, o órgão também analisa se Gabriel teria feito uso indevido de publicidade oficial para fins pessoais, como o uso de redes sociais e entrevistas coletivas para reforçar sua imagem institucional. O delegado terá a oportunidade de apresentar sua defesa, e outras partes envolvidas já foram formalmente notificadas.

O caso do cão Orelha, que aconteceu em janeiro em Florianópolis, teve grande repercussão nacional por conta da brutalidade das agressões ao animal e da identificação de adolescentes como suspeitos. A investigação da Polícia Civil concluiu com representações e recomendações judiciais contra alguns envolvidos, enquanto o trabalho da corporação agora é também analisado por órgãos externos à Polícia Civil.

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