Vigilância confirma que cachorro-quente servido em festa de igreja em Itu estava contaminado
O laudo do Instituto Adolfo Lutz, divulgado nesta quarta-feira (26), confirmou que os cachorros-quentes servidos durante a festa de uma igreja evangélica em Itu estavam contaminados por bactérias capazes de causar intoxicação alimentar.
As análises foram realizadas após mais de 60 crianças e 18 adultos passarem mal depois de consumir o lanche no evento. Os pacientes apresentaram vômitos e diarreia e precisaram de atendimento médico.
Segundo a Prefeitura de Itu, o laudo identificou a presença das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli.
A Staphylococcus aureus é uma bactéria comum na pele e, em algumas pessoas, também pode ser encontrada no nariz. Embora faça parte da microbiota natural, quando penetra no organismo pode provocar infecções cutâneas — com formação de bolhas, abscessos, vermelhidão e inchaço — e, em casos menos frequentes, doenças mais graves, como pneumonia, infecções cardíacas e ósseas.
Já a Escherichia coli é típica do intestino humano saudável. No entanto, quando há contaminação por via fecal-oral, o microrganismo pode causar infecções digestivas e urinárias. Nos casos gastrointestinais, os sintomas mais comuns são diarreia intensa e dor abdominal; já nas infecções urinárias, podem ocorrer ardência, dor na bexiga e aumento da frequência urinária.
A Secretaria de Saúde informou que a Vigilância Sanitária vai autuar a igreja responsável pelo evento e aplicar as medidas administrativas cabíveis.
Relembre o caso
No dia 12 de outubro, 78 pessoas que participavam de uma festa do Dia das Crianças em uma igreja evangélica, na região do Pirapitingui, deram entrada na UPA da Vila Martins com dores abdominais, vômitos e diarreia.
Segundo apuração, 60 crianças — com idades entre 7 meses e 14 anos — e 18 adultos passaram mal após consumir cachorro-quente servido no evento. Cerca de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, foram mobilizados para atender os pacientes.
Na época, a prefeitura informou que se tratava de um evento particular e que todas as medidas sanitárias foram adotadas. Em nota, a Igreja Universal afirmou lamentar profundamente o ocorrido e declarou nunca ter registrado situação semelhante.


