Açougueiro condenado a 35 anos por estupro e tentativa de feminicídio em Campo Limpo Paulista

26 de março de 2026

Um açougueiro foi condenado a 35 anos e 9 meses de prisão após ser julgado em júri popular nesta quarta-feira (25) no Fórum de Campo Limpo Paulista (SP). Ele foi considerado culpado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e tentativa de feminicídio contra uma mulher com quem já havia trabalhado. O caso ocorreu em fevereiro de 2024, quando a vítima foi atacada a caminho da academia.

Segundo as investigações policiais, o agressor tentou matar a vítima cortando seu pescoço para tentar garantir que o crime de estupro não fosse denunciado. Apesar dos ferimentos graves, a mulher sobreviveu, conseguiu fugir e pediu ajuda. A Guarda Civil Municipal identificou o carro do suspeito por meio das câmeras de segurança da cidade. Após a identificação, a Polícia Civil levou uma foto do açougueiro até o hospital onde a vítima estava internada, e ela o reconheceu como autor do crime, tendo passado por cirurgia.

Júri popular e detalhes do processo

O júri teve início às 10h50 e contou com a participação de quatro homens e três mulheres, que deliberaram até por volta das 18h. Durante a audiência, foram ouvidos o réu, a vítima e testemunhas, contribuindo para a decisão dos jurados.

Ronan João Silva, nome do condenado, responderá pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável — já que a vítima estava desacordada em parte do ocorrido — e tentativa de feminicídio.

Contexto do crime

O ataque aconteceu no bairro Parque Internacional, em 15 de fevereiro de 2024. Na ocasião, a vítima estava indo para a academia quando foi surpreendida pelo agressor. O corte no pescoço da mulher foi uma ação do réu para tentar assegurar sua impunidade, mas não surtiu o efeito desejado graças à rápida reação da vítima e à atuação conjunta das autoridades locais.

Este caso chama atenção para a importância do monitoramento urbano e a eficaz atuação da Guarda Civil Municipal, que, diante do registro do veículo usado no crime, contribuiu decisivamente para a identificação e prisão do autor.

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